quinta-feira, 27 de outubro de 2016

[ Região] Vereadores de Macaé se posicionam contra construção de Hidrelétrica que pode prejudicar três municípios



Além  de Macaé hidrelétrica afetará o ecossistema de Casimiro de Abreu e Nova Friburgo  

A notícia da possível construção de três Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no leito do Rio Macaé, em trechos das cidades de Nova Friburgo, Casimiro de Abreu e Macaé, gerou manifestos contrários empreendimentos na região. Após posicionamentos de cidades vizinhas, parlamentares macaenses se movimentam contra a ação. Nesta quarta-feira, 26, a Câmara de Macaé aprovou, por unanimidade dos presentes, o requerimento de autoria dos vereadores Marcel Silvano e Igor Sardinha, que solicita uma audiência pública para debater o assunto. 

O vereador Marcel disse que já se entrou em contato com o Comitê de Bacia Hidrográfica dos rios Macaé e das Ostras e com lideranças mobilizadas, como o deputado estadual do PSOL Wanderson Nogueira, de Friburgo. O objetivo dos parlamentares é trazer os atores envolvidos no projeto, autoridades locais, ante do dia 17, para levar um posicionamento para a audiência pública sobre essa pauta, que acontecerá na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

A informação que se tem é que a PCH Rio Bonito, PCH Rio Macaé e PCH Casimiro de Abreu seriam construídas ao longo de cerca de 15 km do Rio Macaé, que margeia a RJ-142. Entretanto, após manifestações, inclusive abaixo assinado feito pelo Movimento em defesa do Rio Macaé, que recolheu mais de 4.600 assinaturas e audiência pública realizada na Câmara Municipal de Friburgo, a Alupar Investimentos S.A., empresa que seria responsável pela construção das hidrelétricas, desistiu de dar continuidade ao projeto e já comunicou sua decisão à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No entanto, ainda há a possibilidade da construção de uma das três hidrelétricas, no trecho de Macaé, pela empresa IPAR que continua no projeto. 

Marcel é o vereadores mais preocupados em ouvir  os envolvidos 
“Toda a região envolvida tem se movimentado, inclusive no Sana, se posicionando contra o projeto. As duas empresas que sinalizaram desistência, iriam construir num trecho que não é tão simbólico e agressivo como o trecho do encontro dos rios bonito e Macaé, e que atinge diretamente todo o curso rio. É preciso discutir esse assunto como protagonismo e responsabilidade, como o efeito catastrófico no desenvolvimento de numa região que se mantém pelo turismo”, disse Marcel.  

As PHCs fazem parte de um consórcio capaz de gerar cerca de 60 megawatts de energia por hora (MW/h). Segundo divulgado em mídias da região serrana, a “PCH Rio Bonito funcionaria em um ponto um pouco acima do encontro dos rios Bonito e Macaé, no distrito de Lumiar. A PCH Casimiro de Abreu seria instalada abaixo da Cachoeira da Fumaça, enquanto a PCH Macaé produziria energia mais abaixo do encontro dos rios Macaé e Sana”. São áreas de uma região turística e, inclusive, projeto causaria impacto destrutivo ao meio ambiente, uma vez que as águas do Rio Macaé brotam em uma nascente próxima ao Pico do Tinguá, na Área de Proteção Ambiental (APA) de Macaé de Cima, um dos maiores trechos de Mata Atlântica preservada do estado do Rio.


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