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terça-feira, 25 de agosto de 2015

RJ - Terceiro caderno de gênero "Mais mulheres no poder" é lançado no TRE-RJ

No encerramento do seminário "Cariocas na Política: Mulher, Democracia e Poder", nesta segunda-feira (24), a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM-Rio) lançou, na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), o terceiro caderno de gênero, com o tema: "Mais mulheres no poder". Nesta edição, o caderno aborda a subrepresentação das mulheres, o direito à participação política, além de orientar sobre o processo político-eleitoral. "Trata-se de um instrumento de trabalho para todas as mulheres interessadas em ingressar na política", ressaltou a responsável pela SPM-Rio, secretária municipal Ana Rocha.

"Precisamos fazer mais parcerias para ampliar o debate sobre tema tão complexo", enfatizou a secretária municipal, ao agradecer o apoio do TRE-RJ, de 15 partidos políticos e outras entidades da sociedade civil para a realização do seminário. Antes do lançamento da nova edição do caderno, o procurador de justiça Marcos Ramayana concluiu o último módulo dos encontros com uma breve palestra sobre "O processo político-eleitoral". Ele falou sobre as principais normas, resoluções e etapas eleitorais, destacando assuntos como filiação, registro de candidatura, propaganda, prestação de contas, crimes e multas.

"As eleições exigem um preparo não somente pessoal, ou seja, não somente daquilo que se deseja defender e lutar, mas também estudo, um preparo jurídico, um cuidado que vocês devem observar para não serem prejudicadas", argumentou o procurador Ramayana. Ele destacou que muitas mulheres acabam sendo penalizadas por não fazerem, corretamente, a prestação de contas de campanhas ou por nem entregá-las à Justiça Eleitoral no prazo devido. Por isso, as candidatas ficam, após as eleições, sem o direito à certidão de quitação eleitoral, sujeitas à inelegibilidade e multas.

Ao encerrar o seminário, o diretor da Escola Judiciária Eleitoral do TRE-RJ (EJE-RJ), desembargador Wagner Cinelli, defendeu que a afirmação da cidadania da mulher é um interesse da democracia. "Isso passa pela inclusão feminina no debate, no processo e na vida política", enfatizou o desembargador. Nesse último módulo do seminário, atuaram como debatedoras a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), a coordenadora das Mulheres em Movimento do PSDC, Marcela Nosseis, e a presidente nacional da Ação da Mulher Trabalhista, Miguelina Vecchio, que também é vice-presidente do PDT Nacional e vice-presidente da Internacional Socialista Mulher da América Latina.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Macaé: Funemac e Nupem-UFRJ promovem Curso sobre Ética e Política

O Projeto Humanidades – Nupem UFRJ/Macaé e a Fundação Educacional de Macaé (Funemac), através da Universidade Livre: Cidadania, Cidade & Humanidades, promovem o curso “Ética e Política”, entre os dias 15 de setembro e 14 de outubro, destinado a professores e alunos de graduação e profissionais da área interessados nos estudos em Filosofia e Ciências Humanas e Sociais. O objetivo é promover o desenvolvimento de estudos nessa área, através da perspectiva transversal, trazendo o tema em discussão de forma crítica, perpassando a transversalidade nas áreas de Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia e Ciências Sociais aplicadas. 
A importância de tematizar a discussão se deve a recorrente atualidade, momento em que os temas de Ética e Política são tratados sob o signo de uma necessidade e insuficiência. Hoje, profissionais nas mais diversas áreas consideram a questão ética como tema central. A sociedade, seu cotidiano tenso e difícil, remete as pessoas a situações em que, mais do que questões éticas e políticas, são de sobrevivência imediata. 
O curso será ministrado nas segundas e terças-feiras, das 19h às 21h, Cidade Universitária, Bloco A - Sala 301 - Polo Universitário Campus UFRJ-Macaé. A certificação se dará mediante 75% de presença pela Pró-Reitoria de Extensão – PR5/UFRJ. As inscrições podem ser feitas pela internet, até o dia 14 de setembro, através preenchimento do formulário https://docs.google.com/forms/d/1b4Ea8sB12UXZIGyCFdT74gznrFLxTFvfzLQPyoyFNtE/, ou no local, no dia 15 de setembro.
O curso será ministrado por professores do Campus UFRJ Macaé-Nupem, FeMASS, UFF e Universidade Livre (Funemac), contando com profissionais renomados nas áreas de formação e conhecimento. 

Programação

15/09 - Profa. Msc. Rafaella Franco Binatto (Nupem Campus UFRJ Macaé/FeMASS – Funemac - "Afinal, o que é Ética? Multiplicidade e complexidade na Ética Contemporânea".
16/09 - Prof. Dr. Gustavo Arantes Camargo (UFRJ-Macaé) -“Diferença entre ética e moral na filosofia de Nietzsche".
22/09 - Prof. Msc. Gerson Dudus (Prefeitura de Macaé) “Mídias e Política: Globo e Ninja – entre aética e a Ética”
23/09 - Prof. Dr. Daniel Arruda Nascimento (UFF Macaé) - “Sobre a aclamação político-governamental ou sobre a indignidade da política”
29/09 – Prof. Dr. Paulo de Tarso Castro Peixoto - (Universidade Livre: Cidade, Cidadania e Humanidades - Funemac) - “Psicopatologia das multidões: Paixões, Vida política e Instituições em Maquiavel e Spinoza.”
30/09 - Prof. Dr. Thaddeus Gregory Blanchette (Campus UFRJ Macaé) - "Prostituição: novas abordagens para uma velha profissão"
06/10 - Prof. Msc Rafael Nogueira Costa (Nupem UFRJ Macaé) - "A sociedade do hidrocarboneto e a política ambiental nacional"
07/10 - Prof. Dr. Alexandre Fernandes Corrêa (Nupem UFRJ Macaé) - “Moral e Política na alta modernidade”
13/10 - Prof. Dr. Emerson Elias Merhy e Profa. Dra. Fátima Lima (Campus UFRJ Macaé) - “Ética do cuidado e o cuidado de si: a vida do outro em nós”
14/10 - Profa. Dra. Giuliana Franco Leal (Campus UFRJ Macaé) - "Como convivemos com estranhos - vida pública no século XXI"

Moradores de Tamoios lotam reunião com Walmir Porto

Cerca de 300 pessoas participaram, ontem à noite, de uma reunião política com o candidato a deputado federal, Walmir Porto, no distrito de Tamoios, em Cabo Frio. O encontro foi organizado por Juciara Noronha, uma das lideranças do local, e aconteceu na residência de Luiz Carlos Rodrigues, morador da localidade.
- Convidei todos os meus amigos para esta reunião porque acredito no potencial de Walmir Porto. Conheço suas ideias, suas propostas e, principalmente, conheço sua história. Sei o quanto ele já fez como empresário, e o quanto ele ainda será capaz de fazer nos representando em Brasília como nosso deputado federal – apresentou Juciara.
No discurso de abertura, Walmir Porto contou um pouco de sua história de vida, lembrando que nasceu no bairro Porto do Carro (divisa entre Cabo Frio e São Pedro da Aldeia), e que começou a trabalhar ainda garoto, aos 11 anos de idade. Aos 14 anos já administrava sua primeira empresa, uma marmoraria, junto com uma de suas irmãs, e em 1999 tornou-se sócio administrador do grupo Walmir Leal Porto, que gera renda para mais de 200 famílias de Cabo Frio e outras cidades do Estado do Rio de Janeiro.
- Como empresário sempre fiz questão de investir em projetos sociais. Sou padrinho de várias ONGs, há anos invisto em projetos socioesportivos para crianças e adolescentes tanto na Região dos Lagos quanto na Região Serrana, e embora não seja político e nunca tenha exercido cargo público, sempre participei da vida política usando minha influência como empresário para intermediar a vinda de vários projetos para as cidades da nossa região. E tenho certeza que, como deputado federal, posso fazer ainda mais destinando emendas para vários setores como segurança, saúde, educação, acessibilidade e muitos outros. Eu quero ser a diferença, eu quero ser diferente, por isso não faço promessas nem tenho propostas: o que eu tenho é compromisso com a população através de propostas participativas – afirmou o candidato.

Para conhecer todos os compromissos de Walmir Porto, acesse o site: www.walmirporto2244.com.br

Confira, também, nossas redes sociais:
Instagram: @WalmirPorto2244
Twitter: @WalmirPorto2244
Facebook: walmirporto
YouTube: walmirporto2244

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sua Excelência, o presidiário

Caros amigos do Brasil,




Ontem, a Câmara dos Deputados decidiu manter o mandato de um deputado condenado e já preso por roubar 8 milhões de reais dos cofres públicos. Essa decisão insana nunca teria acontecido se os votos dos deputados fossem públicos! Vamos fazer desta a última vez em que o sistema duvidoso de votação secreta foi usado para resgatar um parlamentar corrupto! Junte-se aos quase 500 mil de membros da nossa comunidade que já assinaram a petição e compartilhe com todos!

Assine a Petição
Ontem, a Câmara dos Deputados decidiu manter o mandato de um deputado condenado e já preso por roubar 8 milhões de reais dos cofres públicos. Essa decisão insana nunca teria acontecido se os votos dos deputados fossem públicos! Vamos fazer desta a última vez em que o sistema duvidoso de votação secreta foi usado para resgatar um parlamentar corrupto!

Envergonhado por essa situação anti-democrática, o presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves prometeu não colocar mais nenhuma proposta de cassação na pauta até que o fim do voto secreto seja votado. Esta é a nossa chance!

Precisamos acabar com o voto secreto o mais cedo possível, ou então os parlamentares condenados no processo do Mensalão continuarão em seus mandatos – exatamente como aconteceu ontem com Donadon. Precisamos agir agora e exigir o fim do voto secreto! Quase 500 mil membros da Avaaz já se uniram à petição – vamos nos juntar a eles e entregar nossas vozes à Câmara para assegurar que os deputados acabem com o voto secreto:

https://secure.avaaz.org/po/brazil_open_vote_nd/?bneLLeb&v=28679

No ano passado, nós vimos o inimaginável acontecer quando – graças a seus colegas – a deputada Jaqueline Roriz escapou da cassação, mesmo depois de ter sido flagrada em vídeo colocando na bolsa dinheiro de corrupção. Culpa do voto secreto! E agora aconteceu de novo: Natan Donadon, condenado e preso por corrupção, também foi ajudado por seus colegas. É a mesma velha história, em que nos fazem de palhaços.

Na teoria, o voto secreto existe para garantir que parlamentares não sejam alvo de ameaças e mantenham sua independência ao representar os eleitores. Atualmente, porém, é apenas mais uma ferramenta usada por nossos políticos para salvar a própria pele e atender aos próprios interesses. O voto aberto não só fará com que os deputados sejam responsáveis ​​por aquilo que fazem no Congresso, mas também com que seja possível para nós exigir as mudanças que queremos para o país. Ou o Congresso acaba com voto secreto ou o voto secreto acaba com o Congresso.

Todo mundo está falando sobre isso hoje. A imprensa também está indignada com o que aconteceu e há um grande número de parlamentares apoiando a proposta do voto aberto. Vamos exigir que o deputado Henrique Eduardo Alves coloque urgentemente o voto aberto na pauta, enquanto todos estão de olho e antes que esse momento acabe:

https://secure.avaaz.org/po/brazil_open_vote_nd/?bneLLeb&v=28679

Nossa incrível comunidade está crescendo rapidamente e no epicentro das maiores mudanças que estamos presenciando em nosso país: ao longo dos últimos 18 meses, lideramos a luta contra o sistema de votação secreta que estraga nossa democracia. Vamos usar este momento para acabar com ele de uma vez por todas e criar a política limpa e transparente que merecemos. Podemos conseguir esta vitória!

Com esperança e determinação,

Carol, Nádia, Diego, Alex, Maria Paz, Laura, Ricken e toda a equipe da Avaaz


MAIS INFORMAÇÕES:

Câmara afronta decisão do STF e livra deputado-presidiário da cassação (Folha de S. Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/08/1333663-camara-afronta-decisao-do-stf-e-livra-deputado-presidiario-da-cassacao.shtml

Henrique Alves: ‘Com voto secreto, não coloco mais em votação nenhum pedido de cassação’ (UOL)
http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2013/08/29/henrique-alves-com-voto-secreto-nao-coloco-mais-em-votacao-nenhum-pedido-de-cassacao/

Decisão abre brecha que pode favorecer condenados no mensalão (Estadão)
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,decisao-abre-brecha-que-pode-favorecer-condenados-no-mensalao-,1069064,0.htm

Conheça os deputados que faltaram à sessão para cassar Natan Donadon (UOL)
http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2013/08/29/conheca-os-deputados-que-faltaram-a-sessao-para-cassar-natan-donadon/

Voto secreto em votações da Câmara estimula conivência com o crime (Rádio CBN)
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/kennedy-alencar/2013/08/29/VOTO-SECRETO-EM-VOTACOES-DA-CAMARA-ESTIMULA-CONIVENCIA-COM-O-CRIME.htm#ixzz2dNGG7Jbl

Câmara decide manter o mandato de Natan Donadon (O Globo)
http://oglobo.globo.com/pais/camara-decide-manter-mandato-de-natan-donadon-9724715 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

PRAGMATISMO POLÍTICO: Eficiente blindagem tucana só foi vencida pela Siemens

Blindagem tucana era tão bem sucedida que só foi vencida por uma multinacional alemã, que tomou a decisão de pedir um acordo de leniência junto às autoridades brasileiras, confessando duas décadas de práticas condenáveis, apresentando nomes, cargos e endereços

Paulo Moreira Leite
Ainda é cedo para procurar equivalências entre o esquema financeiro que deu origem ao mensalão petista e o esquema que está por trás dos negócios sombrios que envolvem duas décadas de gestão tucana em São Paulo.
O que já se pode assegurar é que em matéria de autoproteção o esquema tucano mostrou-se muito mais eficiente.
A blindagem tucana era tão bem sucedida que só foi vencida por uma multinacional alemã, a Siemens, que tomou a decisão de pedir um acordo de leniência junto às autoridades brasileiras, confessando duas décadas de práticas condenáveis, apresentando nomes, cargos e endereços.
corrupção tucana metrô são paulo
Blindagem tucana. Esquema de autoproteção só foi vencido por uma multinacional alemã, a Siemens, que tomou a decisão de pedir um acordo de leniência (Imagem: Revista Istoé)
Foi essa iniciativa, que envolve uma das maiores empresas do mundo, que mudou a história.
As primeiras denuncias sobre o propinoduto tucano remetem a 1998 e, como se vê, jamais foram apuradas nem investigadas como se deveria. Adormeceram em inquéritos que não esclareceram todas as provas e indícios. A imprensa nunca mostrou o mesmo apetite para explicar o que acontecia.
Se há algo realmente novo a ser apurado hoje consiste em perguntar por que havia tantos indícios e pouco se investigou, ao contrário do que se fez no mensalão petista.
Num país que hoje debate até erros e possíveis abusos ocorridos no julgamento do mensalão, que traiam a vontade de punir os acusados de qualquer maneira, ninguém irá acusar o procurador Antônio Carlos Fernandes, nem seu sucessor Roberto Gurgel nem o relator Joaquim Barbosa de fazer corpo mole, certo?
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A recíproca não é verdadeira.
Mesmo reportagens pioneiras sobre o propinoduto, como a de Gilberto Nascimento, que em 2009 mostrou tanta coisa que hoje deixa tanta gente boquiaberta em relação ao PSDB paulista, não causaram ruído nem preocupação. Neste período, denuncias parciais sobre o caso entravam e saíam dos jornais, de forma esporádica e superficial.
A situação se modificou quando ISTOÉ permaneceu duas semanas consecutivas nas bancas, com duas capas dedicadas ao assunto. As reportagens de Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sergio Pardellas trouxeram revelações importantíssimas e consolidadas sobre as entranhas do cartel de empresas que administrava o esquema.
ISTOÉ faz muito bem em lembrar, na edição que acaba de chega às bancas, a existência de dezenas de inquéritos e investigações iniciadas e encerradas sem maiores consequências. A revista mostra que ninguém pode alegar que não sabia de nada.
O dado político é simples. Se o mensalão petista tivesse sido apurado e investigado no mesmo ritmo do propinoduto tucano, que levou quinze anos para ganhar a estatura atual, apenas em 2020 teríamos uma CPI para ouvir as denúncias de Roberto Jefferson. Em vez de ser retirado à força da Casa Civil, José Dirceu quem sabe tivesse sido promovido a candidato presidencial, em 2010, e em 2013, como sonhavam tantos petistas, pudesse estar sentado na cadeira de Dilma Rousseff. Ou talvez Lula tivesse escolhido Antonio Palocci como sucessor.
Em qualquer caso, a palavra mensalão ainda não faria parte do vocabulário dos brasileiros. Joaquim Barbosa até poderia ter virado ministro do Supremo – afinal, desde a posse Lula queria colocar um ministro negro no STF – mas dificilmente teria acumulado tanta popularidade em função de um julgamento que talvez só fosse ocorrer, quem sabe, em 2027.
Seguindo nessa pequena ficção científica, também seria curioso perguntar quais, entre os líderes do PSDB, quais teriam sido levados ao banco dos réus.
Teriam direito a um julgamento isento ou teríamos aplicado a teoria do domínio do fato? Ou, a exemplo do mensalão PSDB-MG, teriam sido todos levados a um tribunal de primeira instância? Os juízes se divertiriam fazendo piadinhas sobre os tucanos e seus discursos éticos?
Basta colocar rostos e nomes nos dois escândalos para compreender que nunca teriam o mesmo desfecho, certo?
Até agora, nem a Assembléia Legislativa nem o Congresso conseguiram assinaturas para abrir uma CPI. É um recorde, quando se lembra que, entre 2005 e 2006, funcionavam três CPIs para tratar do mensalão.
O governador Geraldo Alckmin decidiu montar uma comissão para acompanhar as investigações. Imagine se Lula tivesse feito a mesma coisa, em 2005. No mínimo teria sido acusado de usar o “aparelho petista” para influenciar os trabalhos do Congresso e da Justiça, certo?
A semelhança entre os escândalos não se encontra nos personagens, nem em seus compromissos políticos.
A semelhança reside no caráter do Estado brasileiro, na sua fraqueza para se proteger de interesses privados que procuram alugar e controlar o poder político.
É um drama que está na origem do mensalão petista e ajuda a entender a prolongada e impune existência do propinoduto tucano.
Depois de ensinar que a história ocorre uma vez como tragédia e uma segunda, como farsa, Karl Marx nos lembrou que os homens não atuam sob condições ideais, que aprendem nos livros de boas maneiras nem nos cursos de civismo, mas atuam sob condições dadas, que herdaram de seus antepassados.
O discurso moralista gosta de atribuir a corrupção à falta de escrúpulos de nossos políticos, o que é uma visão ingênua e perigosa.
Não há dúvida de que pessoas inescrupulosas podem enriquecer com o dinheiro dos esquemas políticos. (Também há pessoas inescrupulosas que enriquecem na iniciativa privada, na próxima esquina, no primeiro botequim e até em aniversário de criança, vamos combinar).
Mas o dinheiro dos partidos, que circulou nos dois casos, é fruto da natureza distorcida e abrutalhada de nosso regime político, onde a democracia foi acompanhada por uma libertinagem de alta tolerância nas regras financeiras, sob medida para que o Estado pudesse ser capturado e alugado pelas potencias privadas.
Numa sociologia rápida, pode-se dizer que, com o fim da ditadura militar, a turma do alto da pirâmide passou a utilizar o sistema privado de financiamento de campanha como um contrapeso para enfrentar demandas populares.
Num regime democrático, a questão social não pode ser um caso de cadeira de dragão no DOI-CODI, não é mesmo? Tenta-se, então, amaciar o pessoal de cima.
É por isso, e não por outra coisa, que sempre se tratou com palavras de horror fingido todo esforço para regulamentar verbas de campanha e mesmo para impedir que eleitores de R$ 1 bilhão de votos pudessem se impor sobre um regime que, no papel, prevê a regra de que l homem = 1 voto.
Neste aspecto, as confissões dos executivos da Siemens contém ensinamentos úteis a todos.
Um dos mais preciosos é o diário de um gerente, que detalha as negociações para a construção da linha 5 do metrô paulista. Fica claro, ali, que as empresas privadas são senhoras da situação. Negociam acordos, partilham obras, serviços e, é claro, verbas. Interessado no metrô, uma obra mais do que necessária, tanto para a população como para seus planos políticos, o governo – o titular, na época, era Mário Covas – está reduzido a impotência absoluta.
Não tem força política para impor aquilo que a lei manda, que é a concorrência impessoal e absoluta entre as partes. Não lhe passa pela cabeça denunciar suas práticas à Justiça.
Em tempos de privatização acelerada, novidade que o PSDB ajudava a trazer ao país na época, junto com controles de gastos que proibiam qualquer gasto maior, não se cogita a possibilidade de entregar um investimento tão grandioso ao Estado.
Nessa situação o governo é forçado a ceder ao cartel de falsos concorrentes e adversários de araque, sob o risco de enfrentar ações judiciais, protestos e investigações que irão paralisar os investimentos.
É assim que o governador, chamado de “cliente” no diário, manda dizer que quer que “eles se entendam”. O “cliente” também avisa que após o acordo entre os concorrentes, irá recusar reclamações e queixas futuras.
Num artigo sobre o caso, a colunista Maria Cristina Fernandes, do Valor, recorda que, com o passar dos anos, os governos petistas também fizeram a mesma coisa, instalando no ministério dos Transportes – armazém de gastos de vulto — partidos com “notória especialização nos contratos da política.”
Essa situação cinzenta tem uma finalidade. Quer-se impedir o surgimento de novos entraves a investimentos necessários ao país.
Bobagem querer enxergar o que se passa nos bastidores com olhares simplórios do simples moralismo.
O país necessita de investimentos para criar empregos e se desenvolver. As obras de infraestrutura, como metrô, se destinam a superar uma omissão histórica. A questão é política e envolve a definição de regras que permitam a democracia brasileira recuperar sua soberania, mantendo o dinheiro dos interesses privados longe da política e dos políticos. Seu lugar é a economia e não o Estado.
Nós sabemos que a necessidade de uma reforma política é apoiada por 85% dos brasileiros. Ela pode proibir o uso de dinheiro privado no financiamento político, cortando o laço material que se encontra na origem de tudo. Um escândalo desse tamanho pode ser de grande utilidade neste debate.
Quem dizia que o debate sobre reforma eleitoral era desculpa do adversário tem a oportunidade de assumir uma postura honesta e encarar a discussão. Não se trata de uma guerra de propineiros x mensaleiros mas de um esforço para emancipar a democracia de outros interesses além da soberania popular.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Política: Plenário pode votar projeto de combate à corrupção nesta semana

O Plenário pode votar nesta semana o projeto de lei que considera hediondos vários crimes contra a administração pública, como corrupção, peculato ouconcussão. O tema consta do PL 3760/04, do ex-deputado Wilson Santos, ao qual estão apensadosoutros oito projetos.
Na última semana de junho, o Senado aprovou matéria semelhante (PL 5900/13), que também poderá ser analisada pela Casa. Com a mudança proposta, os condenados por esses crimes não terão mais direito a anistia, graça, indulto e liberdade sob pagamento de fiança. Também se torna mais rigoroso o acesso a benefícios como livramento condicional e progressão de regime.
Transporte público
Na terça-feira (9), às 9h30, o Plenário fará comissão geral para discutir a política tarifária do transporte coletivo municipal de passageiros. O assunto é um dos principais motivos das manifestações que tomaram as ruas de diversas cidades brasileiras em junho.

Proteção ao usuário
Outro projeto que pode ser votado pela Câmara é o PL 6953/02, do Senado, que estabelece mecanismos de proteção e defesa do usuário dos serviços públicos da União.

O texto explicita direitos básicos dos cidadãos ao recorrerem a esses serviços, prestados pela administração direta ou indireta e pelas entidades aos quais o governo federal os delegou.
Regras eleitorais
Mudanças nas regras eleitorais também poderão ser analisadas, se aprovado o regime de urgência para o Projeto de Lei 5735/13, do deputado Ilário Marques (PT-CE) e outros, que muda diversos pontos das leis eleitorais.

Segundo a última versão do substitutivo do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), serão permitidos, por exemplo, a pré-campanha pela internet, o recebimento de doações pessoais de autoridades públicas e o voto em trânsito para presidente da República em cidades com mais de 200 mil eleitores.

O líder do PTB, deputado Jovair Arantes (GO), disse que há acordo entre os líderes da base aliada para a votação da minirreforma. "Procedimentos já foram consensuados. O que temos que fazer agora são ajustes finais. São ajustes de interesse político-partidário, de facilitar e melhorar o projeto do deputado Vaccarezza", afirmou.

Já o líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), afirmou que essa votação ainda não foi negociada com a oposição.
Estatuto da Juventude
Está na pauta também o substitutivo do Senado ao PL 4529/04, da Comissão Especialde Políticas Públicas para a Juventude, que cria um estatuto para o jovem, considerado aquele de 15 a 29 anos.

Fernando Frazão/ABr
Manifestação - Passeata no centro do Rio protesta em frente à Federação de Transportes do Rio de Janeiro. 27/06/13
Manifestação no RJ pede transporte gratuito para estudantes. Situação do setor será discutida na quarta-feira.
O texto dos senadores retira um dos benefícios diretos aprovados pela Câmara em 2011, o desconto de 50% nas passagens intermunicipais e interestaduais, independentemente do motivo da viagem.
Casas noturnas
Os deputados podem votar ainda o Projeto de Lei2020/07, da deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), que estipula normas gerais de segurança em casas de espetáculos e similares.

O texto que vai a voto deve incorporar sugestões da comissão externa da Casa que acompanhou as investigações do incêndio na boate Kiss, ocorrido em 27 de janeiro deste ano, em Santa Maria (RS), que resultou na morte de cerca de 240 pessoas.
Confira outras propostas que podem ser votadas pelo Plenário:
- PEC 457/05, do Senado, que aumenta de 70 para 75 anos a aposentadoria compulsória de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dos demais tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União (TCU);
- PEC 190/07, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que concede o prazo de 360 dias para o STF apresentar ao Congresso Nacional projeto de lei complementar sobre o Estatuto do Servidor do Judiciário;
- PEC 471/05, do deputado João Campos (PSDB-GO), que torna titulares os substitutos ou responsáveis por cartórios de notas ou de registro;
- PEC 111/11, da deputada Dalva Figueiredo (PT-AP), que permite o enquadramento de servidores dos ex-territórios de Amapá e Roraima nos quadros da União se estivessem em exercício no período entre a criação dos estados e sua efetiva instalação;
- PDC 381/99, do ex-deputado José Borba, que autoriza o uso de terras indígenas na região de São Jerônimo da Serra (PR) para construção da hidrelétrica de mesmo nome;
- PDC 818/13, do Senado, que aprova a Política Nacional de Defesa, a Estratégia Nacional de Defesa e o Livro Branco de Defesa Nacional;
- PLP 92/07, do Executivo, que permite a criação de fundações públicas de direito privado para áreas como saúde, assistência social, cultura, meio ambiente e ciência e tecnologia;
- PL 2447/07, do Senado, que institui a Política Nacional de Combate e Prevenção à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca;
- PL 301/07, do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), que tipifica os crimes contra a humanidade, de genocídio e de guerra para fazer valer a participação do Brasil no Tribunal Penal Internacional (TPI);
- PL 5013/13, do Senado, que estabelece normas gerais para a instalação de antenas de telecomunicações (Lei Geral de Antenas);
- PL 2000/11, do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), que concede anistia aos trabalhadores rurais de Rondônia punidos no episódio conhecido como "Massacre de Corumbiara"; e

- PRC 69/11, da deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), que determina a escolha, por votação da bancada feminina, das procuradoras da Procuradoria Especial da Mulher.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Política da Gema: Brasil o País do Futebol, pois da Política não tem como ser!


Olá amigos(as) Leitores(as),

Nesse post irei falar um pouquinho a respeito de situações políticas que envolvem nosso País e infelizmente alguns políticos do mesmo.

Como amplamente noticiado pela mídia em geral nessa semana que passou, tivemos eleição para Presidência do Senado Federal, e como já era previsto, fora eleito Presidente da casa o sr Senador Renan Calheiros. Sinceramente, não consigo acreditar que tudo aquilo que o Senador em questão plantou há tempos atrás se concretizou. É fato que ao renunciar ao seu mandato na época em que o mesmo fora denunciado, o Senador Renan tinha como propósito evitar sua cassação e assim sendo, planejar seu retorno a casa, onde com certeza tinha como objetivo a Presidência da mesma. E não é que ele conseguiu (Está atualmente em seu terceiro mandato).

O Problema é que esse ciclo político nunca acaba, é muito triste para nós, população esclarecida, aceitar essas situações que mais parecem artifícios, manobras para garantir poder, a quem não deveria o ter! Sempre briguei pela renovação política e partidária, sinceramente sou contrário a situações de passar o mandato para parentes diretos como pai e filho. Isso não deveria acontecer, mas o povo vota... Na medida que o voto for consciente, poderemos começar a acreditar que uma renovação possa acontecer. 
Sou a favor de criar um mecanismo, lei, regra que obrigue o político a ter somente 02 mandatos consecutivos (02 eleições seguidas), onde na terceira teria que ficar ausente, de fora da disputa, pois assim sendo, forçadamente haveria também uma contribuição para a tão sonhada renovação!

É muito triste ter a certeza de que nosso País é o País do "oba oba", dos feriados, dos jeitinhos, do carnaval e do futebol, mas não é o País da Política, nosso povo não é politizado, isso é um fator que torna nossa Política fragilizada e capaz de ser manipulada por pessoas que se dizem políticos do povo. O dia que a população acordar e ver que é necessário mudar, votar em novos candidatos, com propostas reais, que queiram honrar a oportunidade dada pelo povo, aí sim, teremos novidades boas.
Precisamos ser politizados, precisamos estudar os candidatos antes de votar, saber porque se candidataram, quais seus objetivos e porque escolheram um determinado Partido Político. Nosso País é muito rico, pena que rico também de pessoas de intenções variadas, por isso, se faz necessário fazer uma filtragem apurada, para separar "o joio do trigo".

Me deixou perplexo a foto inserida nesse post, eles estão achando graça de que? Tanta gente humilde passando fome, tantas tragédias acontecendo e qual seria o motivo de tanta graça? 
Fica aqui registrado nesse artigo, como parte integrante de um povo que clama por mudanças, como Brasileiro que sou, meu desejo de um futuro melhor para o nosso País, sem pessoas demagogas, sem problemas, sem tragédias, sem escândalos, sem adversidades e com políticos preocupados em trabalhar verdadeiramente para o povo!!! É hora de renovar, é hora de dizer chega! BASTA!!!
Façamos essa reflexão, sejamos mais politizados.

Um grande abraço,
Fraternalmente, 
Com.Marcello Costa
Diretor Comercial Grupo Costa
Corretor de Imóveis
Perito Judicial Imobiliário
Perito Judicial Grafotécnico
Conciliador -TJ/RJ - Lei 9.099/95
Árbitro Jurídico - Lei nº9307/96 
Creci/RJ nº 46724 - Conpej nº 01.00.1360 
8ª Câmara de Mediação Conciliação e Arbitragem nº 210.321-604
Premiado com Prêmio Quality Gold - Atendimento Diferenciado!

"Marcello Costa é Corretor de Imóveis, proprietário do Grupo MRT, Perito Judicial Imobiliário e Grafotécnico atuando junto a Justiça Federal e Estadual,  Árbitro Jurídico Privado (Lei 9307/96), Conciliador do TJ/RJ no IX Juizado Especial Cível da Comarca do RJ e do III Juizado Especial Cível da Comarca de Niterói (Lei 9.099/95), Acadêmico de Direito, Escritor, premiado com a Comenda da Ordem do Mérito da Educação e Integração e com o Prêmio Quality Gold como profissional destaque e com Moção de Congratulações e Louvor emitida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sempre em busca de atualização constante e por melhorias aos profissionais do setor."










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Com.Marcello Costa
Diretor Comercial Grupo Costa
Corretor de Imóveis
Perito Judicial Imobiliário
Perito Judicial Grafotécnico
Conciliador -TJ/RJ - Lei 9.099/95
Árbitro Jurídico - Lei nº9307/96 
Creci/RJ nº 46724 - Conpej nº 01.00.1360 
8ª Câmara de Mediação Conciliação e Arbitragem nº 210.321-604
Premiado com Prêmio Quality Gold - Atendimento Diferenciado!

"Marcello Costa é Corretor de Imóveis, proprietário do Grupo MRT, Perito Judicial Imobiliário e Grafotécnico atuando junto a Justiça Federal e Estadual,  Árbitro Jurídico Privado (Lei 9307/96), Conciliador do TJ/RJ no IX Juizado Especial Cível da Comarca do RJ e do III Juizado Especial Cível da Comarca de Niterói (Lei 9.099/95), Acadêmico de Direito, Escritor, premiado com a Comenda da Ordem do Mérito da Educação e Integração e com o Prêmio Quality Gold como profissional destaque e com Moção de Congratulações e Louvor emitida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sempre em busca de atualização constante e por melhorias aos profissionais do setor."

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

PMDB oficializa apoio ao petista Fernando Haddad


O PMDB formalizou nesta quinta-feira, na capital paulista, apoio ao candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, no escritório político do vice-presidente da República, Michel Temer. No encontro, seguido pela assinatura "de um termo de entendimento" entre as legendas, Temer negou que o apoio ao candidato petista esteja relacionado a uma eventual inclusão do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB) em uma futura reforma ministerial do governo Dilma Rousseff. "Isso é uma maldade", respondeu. "Estou ganhando ministério há cinco anos", ironizou Chalita, candidato derrotado neste primeiro turno das eleições para a Prefeitura da capital paulista.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Faltando 111 dias para o final do ano, comício do 11 lota ruas do Jardim Esperança, em Cabo Frio, nesta terça-feira, dia 11



O comício do candidato a prefeito de Cabo Frio Alair Corrêa atraiu uma multidão ao Jardim Esperança na noite da última terça-feira. Presente ao evento, o deputado federal Dr. Paulo César pediu à população que vote no número 11. “Peço que vocês coloquem em Alair Corrêa os votos que nas últimas eleições, em 2010, vocês deram para Paulo César e para o deputado federal Anthony Garotinho. Que vocês coloquem estes votos no 11. “
Dr. Paulo César lembrou que foi o primeiro médico do Hospital do Jardim Esperança e acrescentou que “em 1988 Alair Corrêa deixou a unidade pronta para a população”. 
“Vocês que acompanharam a minha carreira médica aqui no Jardim Esperança, vocês que vem acompanhando a minha trajetória política, por todo o carinho que vocês tem por Paulo César como médico, vote em Alair. Alair é da paz, Alair é do amor, Alair é do povo de Cabo Frio”, disse Dr. Paulo César ao finalizar o discurso.   

Texto de Raquel de Queiroz , publicado pela Revista O CRUZEIRO em 1947


Não sei se vocês têm meditado como devem no funcionamento do complexo maquinismo político que se chama governo democrático, ou governo do povo. Em política a gente se desabitua de tomar as palavras no seu sentido imediato.

No entanto, talvez não exista, mais do que esta, expressão nenhuma nas línguas vivas que deva ser tomada no seu sentido mais literal: governo do povo. Porque, numa democracia, o ato votar representa o ato de FAZER O GOVÊRNO.

Pelo voto não se serve a um amigo, não se combate um inimigo, não se presta ato de obediência a um chefe, não se satisfaz uma simpatia. Pelo voto a gente escolhe, de maneira definitiva e irrecorrível, o indivíduo ou grupo de indivíduos que nos vão             governar por determinado prazo de tempo.

Escolhem-se pelo voto aqueles que vai modificar as leis velhas e fazer leis novas - e quão profundamente nos interessa essa manufatura de leis! A lei nos pode dar e nos  pode tirar tudo, até o ar que se respira e a luz que nos alumia, até os sete palmos de terra da derradeira moradia

Escolhemos igualmente pelo voto aqueles que nos vão cobrar impostos e, pior ainda, aqueles que irão estipular a quantidade desses impostos. Vejam como é grave a escolha desses “cobradores”. Uma vez lá em cima podem nos arrastar à penúria, nos chupar a última gota de sangue do corpo, nos arrancar o último vintém do bolso

E, por falar em dinheiro, pelo voto escolhem-se não só aqueles que vão receber, guardar e gerir a fazenda pública, mas também se escolhem aqueles que vão “fabricar” o dinheiro. Esta é uma das missões mais delicadas que os votantes confiam aos seus                               escolhidos. 

 Pois, se a função emissora cai em mãos desonestas, é o mesmo que ficar o país entregue a uma quadrilha de falsários. Eles desandam a emitir sem conta nem limite, o dinheiro se multiplica tanto que vira papel sujo, e o que ontem valia mil, hoje não vale mais zero

Não preciso explicar muito este capítulo, já que nós ainda nadamos em plena inflação  e sabemos à custa da nossa fome o que é ter moedeiros falsos no poder

Escolhem-se nas eleições aqueles que têm direito de demitir e nomear funcionários, e presidir a existência de todo o organismo burocrático E, circunstância mais grave e digna de todo o interesse: dá-se aos representantes do povo que exercem o poder executivo o comando de todas as fôrças armadas: o exército, a marinha, a aviação, as  polícias

 E assim, amigos, quando vocês forem levianamente levar um voto para o Sr. Fulaninho que lhes fez um favor, ou para o Sr. Sicrano que tem tanta vontade de ser governador, coitadinho, ou para Beltrano que é tão amável, parou o automóvel, lhes deu uma carona e depois solicitou o seu sufrágio - lembrem-se de que  não vão proporcionar a esses sujeitos um simples emprego bem remunerado

Vão lhes entregar um poder enorme e temeroso, vão fazê-los reis; vão lhes dar soldados para eles comandarem - e soldados são homens cuja principal virtude é a cega obediência às ordens dos chefes que lhe dá o povo. Votando, fazemos dos votados nossos  representantes legítimos, passando-lhes procuração para agirem em nosso lugar, como se nós próprios fossem.

Entregamos a esses homens tanques, metralhadoras, canhões, granadas, aviões,  submarinos, navios de guerra - e a flor da nossa mocidade, a eles presa por um juramento de fidelidade. E tudo isso pode se virar contra nós e nos destruir, como o monstro Frankenstein se virou contra o seu amo e criador

Votem, irmãos, votem. Mas pensem bem antes. Votar não é assunto indiferente, é questão pessoal, e quanto! Escolham com calma, pesem e meçam os candidatos, com muito mais paciência e desconfiança do que se estivessem escolhendo uma noiva. 

Porque, afinal, a mulher quando é ruim, briga-se com ela, devolve-se ao pai, pede-se desquite. E o governo, quando ele ruim, ele é quem briga conosco, ele é quem nos põe na rua, tira o último pedaço de pão da boca dos nossos filhos e nos faz apodrecer na cadeia. E quando a gente não se conforma, nos intitula de revoltoso e dá cabo de nós a ferro e fogo

E agora um conselho final, que pode parecer um mau conselho, mas no fundo é muito honesto. Meu amigo eleitor, se você estiver comprometido a votar com alguém, se sofrer pressão de algum poderoso para sufragar este ou aquele candidato, não se preocupe Não se prenda infantilmente a uma promessa arrancada à sua pobreza, à sua dependência ou à sua timidez. Lembre-se de que o voto é secreto

Se o obrigam a prometer, prometa. Se tem medo de dizer não, diga sim. O crime não é seu, mas de quem tenta violar a sua livre escolha. Se, do lado de fora da seção eleitoral, você depende e tem medo, não se esqueça de que DENTRO DA CABINE – INDEVASSÁVEL -  VOCÊ É UM HOMEM LIVRE. Falte com a palavra dada à fôrça, e escute apenas a sua consciência. Palavras o vento leva, mas a consciência não muda nunca, acompanha a gente até o inferno”




Política - Cabo Frio


Justiça proíbe divulgação de pesquisa eleitoral irregular

O juiz Walnio Franco Pacheco determinou a suspensão da veiculação de pesquisa eleitoral promovida pelo candidato Alair Corrêa, da coligação Todos por Cabo Frio. Segundo a sentença, a divulgação fere resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determina que na divulgação de pesquisas no horário eleitoral gratuito devam ser informados, com clareza, o período de sua realização e a margem de erro, não sendo obrigatória a menção aos concorrentes, desde que o modo de apresentação dos resultados não induza o eleitor em erro quanto ao desempenho do candidato em relação aos demais.
O descumprimento da decisão será penalizado com multa de R$ 10 mil por cada veiculação. A emissora responsável pela veiculação da propaganda já foi comunicada pela Justiça.

Veja a determinação na íntegra:

Despacho

Sentença em 11/09/2012 - RP Nº 49763 EXMº JUIZ WALNIO FRANCO PACHECO Cuida-se de representação ajuizada pela Coligação Cabo Frio Vai Ser Diferente, em face da Coligação Todos Por Cabo Frio e do candidato a Prefeito Alair Francisco Correa, da qual se pretende a suspensão da propaganda eleitoral tida como irregular.
Através da mídia apresentada verifica-se que a divulgação da pesquisa eleitoral em questão não atende, em princípio, aos requisitos do art. 48 da Res. TSE 23.370/11.
Isto posto, DEFIRO A LIMINAR pleiteada para determinar a suspensão da divulgação pelos representados de pesquisa eleitoral que não esteja na forma determinada pelo art. 48 da Res. TSE 23.370/11, sob pena de multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por cada descumprimento.
Intimem-se os representados e notifique-se para que apresentem defesa na forma do art. 8º da RES TSE 23.367/11.
Comunique-se à emissora responsável pela divulgação da propaganda eleitoral desta decisão.




Itajuru faz festa para ouvir Janio12
Candidato falou sobre as melhorias para o desenvolvimento do bairro


A Rua Copacabana, no bairro Itajuru, foi palco de uma verdadeira festa da democracia. Na noite desta terça-feira, 11 de setembro, o candidato a prefeito de Cabo Frio, Janio12, da coligação “Cabo Frio vai ser diferente”, realizou mais um comício de campanha. As famílias do tradicional bairro acompanharam com atenção os compromissos firmados pelo candidato para o desenvolvimento econômico, valorização do cidadão e investimento na saúde e educação.
Seguindo a tradição adotada desde o primeiro comício, Janio12 cumprimentou e abraçou os moradores antes de subir ao palco para apresentar as propostas de governo. Acompanhado da candidata a vice-prefeita, Rute Schuindt, e do prefeito de Cabo Frio, Marcos da Rocha Mendes, o candidato agradeceu as manifestações de apoio a candidatura.
- A presença da comunidade nesta noite é a prova de que todos querem uma Cabo Frio diferente. O Itajuru é o bairro da cultura, esporte, dança e, principalmente, de pessoas trabalhadoras e honestas. Quero tranquilizá-los e dizer que os moradores permanecerão em suas casas no nosso governo. Ao contrário do projeto de um dos nossos adversários, que pretende demolir as casas para a realização de projetos, tenho o compromisso de respeitar a história do bairro e ouvir os moradores – disse Janio12.
O investimento em educação, saúde e geração de empregos foi reafirmado na comunidade:
- Na comunidade do Itajuru, tenho o compromisso com a construção de um Posto de Saúde da Família, inaugurar uma creche para que as mães possam deixar os filhos com segurança enquanto estão trabalhando, implantar o programa de educação integrada em tempo integral, em parceria com a Escola Municipal Domingos Gouvêa, e beneficiar os moradores com o programa Minha Casa, Meu Sonho que ajudará com materiais e, na medida do possível, mão de obra qualificada para as residências em construção. Além do mais, o programa vai escriturar e legalizar as casas – contou o candidato.
Os próximos comícios do candidato já estão marcados: nesta quinta e sexta-feira, dias 13 e 14, nos bairros Jardim Caiçara e Reserva do Peró, às 20h, e no sábado, dia 15, em Pacheco, na Zona Rural de Cabo Frio, às 18h.



Sérgio Cabral volta a Cabo Frio para apoiar Janio12
O governador do estado participa de caminhada no Centro comercial

O governador do estado do Rio, Sérgio Cabral, estará em Cabo Frio nesta quarta-feira, 12 de setembro, para reafirmar o apoio a candidatura a prefeito de Janio12, da coligação “Cabo Frio vai ser diferente”. A partir das 17h, ele irá caminhar com o pedetista pelo Centro comercial, passando pela Avenida Nossa Senhora da Assunção, em direção ao Largo Santo Antônio. A intenção é comemorar o crescimento da candidatura do pedetista.
Essa é a segunda vez que o governador participa de um evento da candidatura de Janio12. No dia 16 de agosto, Sérgio Cabral participou do comício realizado na Rua Treze de Novembro, no Centro. Em discurso, ele afirmou que a parceria entre o governo do estado e o município, para a realização de obras e projetos, está garantida com a vitória do pedetista em outubro.
- Ninguém ganha eleição sem trabalho. O PMDB abriu mão de lançar um candidato a prefeito porque, sem dúvida, o Janio é o melhor homem para administrar a cidade. Queremos uma pessoa que possa suceder o Marquinho e fazer mais por Cabo Frio. Acredito na renovação e Janio foi um deputado atuante e honesto. Faremos grandes parcerias para trazer um desenvolvimento ainda maior. Uma das experiências que quero trazer para Cabo Frio é o bilhete único, um benefício que reduz as tarifas praticadas nos serviços de transporte intermunicipal. Vou aplicar na Região dos Lagos e com o Janio, facilitaremos a mobilidade intermunicipal. Acredito nele e peço que todos acreditem também – discursou o governador no comício.
Na próxima quinta- feira, 13 de setembro, Janio12 realizará comício no bairro Jardim Caiçara. A partir das 20h, na Rua França, o candidato apresentará as propostas e projetos de governo para Cabo Frio.