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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Rio das Ostras:Aluno da Cidade ganha medalha de ouro na Obmep

Aluno da Rede Municipal de Rio das Ostras desde a Educação Infantil, Lucas Costa Pereira, de 12 anos, é um exemplo de que o estímulo à Educação rende bons frutos. O estudante é um dos medalhistas de ouro da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) 2013, competição disputada por mais de 18 milhões de alunos de cerca de 47 mil unidades de ensino. Na próxima quarta-feira, 7 de maio, Lucas vai receber o prêmio em solenidade na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. 

Lucas, que estuda na Escola Municipal Francisco de Assis Medeiros Rangel, no Parque Zabulão, é um dos 22 medalhistas de ouro do Nível 1 (6º e 7º ano do Ensino Fundamental) do Estado do Rio de Janeiro. Na opinião do adolescente, para ser um campeão de Matemática não basta ter apenas aptidão. 

“Não adianta entender a matéria. Precisa se exercitar muito”, afirma Lucas que, desde que passou para a segunda fase da Obmep, conta com aulas de Matemática no contraturno oferecidas pela escola. O aluno também estuda em casa uma hora por dia de segunda à quinta-feira. “Na sexta-feira são duas horas, para poder ter o fim de semana livre. Mas, no período de provas, a dedicação é maior”, explica o aluno do 7º ano do Ensino Fundamental. 

Toda essa aptidão e disciplina são estimuladas pelo professor de Matemática Bruno Souza. “Ele tem um talento acima da média e está alcançando resultados excelentes. Matemática é treinamento”, afirma Bruno, que leciona na Rede Municipal desde 2010 e lembra a importância do incentivo da família para o desenvolvimento dos alunos. 

INCENTIVO – Os pais do estudante dizem que contavam com um bom resultado na Obmep, mas não esperavam pela medalha de ouro. Segundo Luiz Pereira, que trabalha como permissionário de transporte público em Rio das Ostras, Lucas sempre foi um ótimo aluno. “Acreditamos que o estímulo da família é fundamental”, garante Luiz. 

“Organizamos um horário para Lucas, que é muito disciplinado. Mas, como todo adolescente, ela adora jogar no computador e precisamos lembrá-lo que está na hora de estudar”, conta a mãe, Nara Karina, professora de Inglês que atualmente se dedica integralmente à família. Nara faz questão de enfatizar a importante contribuição da Escola nos resultados do filho. “O professor Bruno tornou-se um amigo para ele e o estimula a ser ainda mais dedicado”, conta.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Carta aberta de uma mãe indignada



por Camila Raupp 

Decidi me matar mais ainda de trabalhar e pagar uma escola particular pro meu filho.
Graças a Deus eu posso, penso em quem não pode. Penso em quem depende da escola pública. É triste. Meu filho é um menino inteligentíssimo, e quero que ele tenha as oportunidades que eu não  tive.

Na escola pública, no primeiro dia em um trenzinho ele mostrou sua personalidade participativa e criativa, a professora, despreparada ou cheia de tantos problemas para resolver nem sequer olhou em seu rostinho. A animação dele era visível, mesmo com a precariedade do local e dos materiais. Uma escola suja, fria e sem cor. Já demonstrando o tamanho da sensibilidade e disposição às situações difíceis do dia a dia que farão e fazem parte de sua vida desde o seu nascimento.

Não vou criticar a escola, ou os funcionários, pois esse não é o objetivo do meu texto. E sim trazer à discussão que tipo de escola vem sido oferecida aos nossos filhos. Isso não fica apenas no âmbito de Búzios, é um problema nacional.

Depois desse dia voltei para casa chorando e desanimada de deixar meu filho naquela escola. Pensei, como podem profissionais que trabalham com crianças dessa idade sem nenhuma motivação. Eu não sou professora, mas essa é a profissão mais importante do mundo. Todos passam por ela, todos! Desde a presidenta até o astronauta brasileiro.  As lembranças de nossos professores são muito importantes e eu mesma lembro da minha primeira professora em Búzios, tia Viviane, no CEFAP. Quer o mesmo para o meu filho.

Não tenho pena de me privar de divertimentos ou desfazer alguns planos para acomodar o meu orçamento às necessidades do meu filho. Todo pai e mãe quer dar aos filhos o melhor. Por querer o melhor não apenas para o meu filho é que eu não poderia deixar de escrever minha impressão da educação pública.

A educação púbica está negligenciada como um todo. Um governo que lança um programa que tem como base 8 anos para a alfabetização, é um governo que quer manter as mentes limitadas e pouco questionadoras. Meu filho tem 4 anos e conhece todo o alfabeto, escreve o próprio nome, conhece os número de 1 a 20 e faz pequenas somas.


Outro dia, fiz um texto em uma rede social. “Quero ver quem será o vereador que criará a lei e que prefeito a sancionará. Uma lei que mantenha os filhos dos nossos governantes nas escolas públicas. Se isso ocorresse teríamos a melhor educação do Brasil.” NINGUÉM me respondeu. Se fosse um parabéns ou um tapinha nas costas teria curtidas, compartilhamentos e respostas.

Fica aqui o relato. Relato de uma mãe, apaixonada pelo filho e que não mede esforços para vê-lo ter as melhores oportunidades da vida. Peço a Deus que meus esforços o tornem um grande homem que possa dar continuidade às ideias de liberdade e direito para todos que tanto defendo.
















Camila Raupp é blogueira
Editora do Blogão dos Lagos