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quinta-feira, 14 de março de 2013

SOBRE O QUE NÃO VALE A PENA



Talvez seja um pouco pessoal esse meu texto, e fora do que é costumeiro aqui no Blogão, mas me senti na obrigação de escreve-lo tendo em vista o que anda acontecendo em uma contexto de tanta agressividade em todos os âmbitos da sociedade.

As pessoas se acostumara a usar as redes sociais para difamar e caluniar quem quer que seja. As ofensas variam de grau e intensidade dependendo do tamanho do ódio que a pessoa carrega no peito.

Fui vítima disso dia desses. Não vou entrar no mérito da situação, mas o fato é que existe gente covarde de todo tipo. Gente que se esconde atrás de todo tipo de fake, seja ele virtual, ou seja a cara de bonzinho. 

Ano passado quando ainda existia o jornal A Raza lancei uma campanha contra fakes, por já ter sido vítima deles. Fake não dá pra processar e a gente fica impotente. Foi em vão a tal campanha porque muita gente que aderiu à ela tinha milhões de fakes. Nesse meio tempo muita coisa aconteceu e muita gente saiu da minha vida, gente que não deveria nem ter entrado. 

Com os bloqueios que fiz nas minhas mídias sociais, uma chuva de gente me pediu amizade, gente suspeita e gente que eu sabia que era fake para me bisbilhotar. Natural, afinal se a pessoa faz um fake para me acompanhar é porque tem muito interesse no meu trabalho. O que é bom porque trabalho com mídia e quanto mais gente vendo o que posto, melhor.

Achei que poderia conviver pacificamente sem precisar bloquear ninguém, mas não existe isso. Quem não interessa, quem não acrescenta não pode fazer parte da sua vida, não tem como escapar dessa lógica. Sei que muitos vivem essa lógica e vão entender a minha reflexão. O que não presta, não acrescenta e nos rouba a paz, precisa ser separado das nossas vidas. As vezes nem percebemos mas somos nós mesmos quem tomamos o veneno que nos oferecem. 

O que mais incomoda é quando não são fakes que te citam e falam de você de modo pejorativo, quase sempre orquestrados por covardes que não tem a coragem de falar o que pensam de verdade e usam outros  mais "bobinhos" para falar. Pior é ser acusado de ser um fake, já é a segunda vez que me acusam disso. Pois bem , coloco à disposição de qualquer um meu endereço de IP. Precisam provar o que dizem, de outro modo tudo é calúnia e difamação e é passível de processo. 

Não sejamos levianos ao acusar sem provas, vamos nos atentar à fatos que valem a pena gastar nossa energia. Não se deixe influenciar por quem não tem outra meta na vida além de roubar, matar e destruir. sejamos pacíficos porque o mundo é de quem sabe lutar com as armas do bem.

Camila Raupp - editora do Blogão dos Lagos 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Carta aberta de uma mãe indignada



por Camila Raupp 

Decidi me matar mais ainda de trabalhar e pagar uma escola particular pro meu filho.
Graças a Deus eu posso, penso em quem não pode. Penso em quem depende da escola pública. É triste. Meu filho é um menino inteligentíssimo, e quero que ele tenha as oportunidades que eu não  tive.

Na escola pública, no primeiro dia em um trenzinho ele mostrou sua personalidade participativa e criativa, a professora, despreparada ou cheia de tantos problemas para resolver nem sequer olhou em seu rostinho. A animação dele era visível, mesmo com a precariedade do local e dos materiais. Uma escola suja, fria e sem cor. Já demonstrando o tamanho da sensibilidade e disposição às situações difíceis do dia a dia que farão e fazem parte de sua vida desde o seu nascimento.

Não vou criticar a escola, ou os funcionários, pois esse não é o objetivo do meu texto. E sim trazer à discussão que tipo de escola vem sido oferecida aos nossos filhos. Isso não fica apenas no âmbito de Búzios, é um problema nacional.

Depois desse dia voltei para casa chorando e desanimada de deixar meu filho naquela escola. Pensei, como podem profissionais que trabalham com crianças dessa idade sem nenhuma motivação. Eu não sou professora, mas essa é a profissão mais importante do mundo. Todos passam por ela, todos! Desde a presidenta até o astronauta brasileiro.  As lembranças de nossos professores são muito importantes e eu mesma lembro da minha primeira professora em Búzios, tia Viviane, no CEFAP. Quer o mesmo para o meu filho.

Não tenho pena de me privar de divertimentos ou desfazer alguns planos para acomodar o meu orçamento às necessidades do meu filho. Todo pai e mãe quer dar aos filhos o melhor. Por querer o melhor não apenas para o meu filho é que eu não poderia deixar de escrever minha impressão da educação pública.

A educação púbica está negligenciada como um todo. Um governo que lança um programa que tem como base 8 anos para a alfabetização, é um governo que quer manter as mentes limitadas e pouco questionadoras. Meu filho tem 4 anos e conhece todo o alfabeto, escreve o próprio nome, conhece os número de 1 a 20 e faz pequenas somas.


Outro dia, fiz um texto em uma rede social. “Quero ver quem será o vereador que criará a lei e que prefeito a sancionará. Uma lei que mantenha os filhos dos nossos governantes nas escolas públicas. Se isso ocorresse teríamos a melhor educação do Brasil.” NINGUÉM me respondeu. Se fosse um parabéns ou um tapinha nas costas teria curtidas, compartilhamentos e respostas.

Fica aqui o relato. Relato de uma mãe, apaixonada pelo filho e que não mede esforços para vê-lo ter as melhores oportunidades da vida. Peço a Deus que meus esforços o tornem um grande homem que possa dar continuidade às ideias de liberdade e direito para todos que tanto defendo.
















Camila Raupp é blogueira
Editora do Blogão dos Lagos


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Preciso fazer um elogio à Policlínica de Búzios


                                                                               por Camila Raupp

Fui muito bem atendida.

Consultei com a Drª Verônica, que estava tranquila e sem pressa. E saí já com a próxima consulta marcada.
Ela me encaminhou para os especialistas para realizar os exames que preciso fazer.
A farmácia tinha todos os remédio que eu precisava. Não precisei gastar nada.
Amanhã retorno.

A Policlínica está melhor. E pode ser por conta de um desses fatores:
a) Nos meses de verão a oferta de consultas é maior do que a procura - devido à sazonalidade.
b) Trabalho com mídia e mídia gera opinião positiva e negativa.
b) Realmente a saúde melhorou.

Espero que seja a última opção, minha família e eu agradecemos. Mas isso só o tempo dirá. No mais, só posso dizer que estou muito satisfeita.





sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Camila Raupp - Eu sei me reinventar

Sempre soube.

Em situações complicadas, tudo perdido, planos fracassados, metas sem cumprir, eu sei me reinventar.
Não me enquadro no que é reto, padronizado, quadrado, comum.
Eu sou mais do que isso.
Não desfaço dos retos, quadrados e comuns, eles são só diferentes de mim.
Mas não permito que digam que eu não posso ser quem eu sei que sou.
Vivi em outras cidades, sonhei outros sonhos, acreditei em outras crenças, beijei outras bocas, mas sempre fui eu.
E quem tentou me dizer que eu não podia ser como eu sou, não conseguiu me suportar, ou me amou demais para querer que eu mudasse e permaneceu.
Há quase dez anos atrás junto com minha irmã, uma amiga e minha prima escrevemos em um pedaço de papel o que seriamos dali dez anos. Ah, como gostaria de ter guardado aquele papel.
A vida em menos de dois meses depois de escrever aquele pedaço de papel,  me colocou em outro caminho, os sonhos no pedaço de papel não poderiam se realizar.
Não pensei duas vezes, a vida não espera, desfiz a vida montada e parti em busca de uma nova jornada.
De volta, recomeçando, retomando, sem saber o que teria valido aquele tempo.
Aquele tempo, valeu quem sou hoje, me fez forte nas noites difíceis, me protegeu esperando o melhor. O melhor da vida, o melhor do amor.
Neste ano que passou, tive que desistir, desistir de um sonho, colocado num pedaço de papel, sonho que já não era só meu. Um sonho gestado durante quatro anos. Sonho bonito, daqueles tão bonitos que se você conta gera paz.
O problema é que a traça e o gafanhoto não entendem de sonho, eles entendem de encher seus celeiros, a custa do trabalho da formiga. Labutando enquanto todos dormem.
Como Abrão - antes de ser Abraão - olhando os campos, vendo a contenda, preferiu deixar Labão escolher o campo. Labão escolheu o melhor campo, o campo estava à beira do Jordão, verde e frondoso, porém esse campo abrigava Sodoma e Gomorra.
Os campos de Abrão eram inférteis, secos e muito menos vistosos, mas ele tinha a benção de Deus. E isso bastava. Sua descendência foi numerosa e ele prosperou.
(citação bíblica - GÊNESIS 13.1-18)
Na vida, as escolhas precisam ser tomadas. Aprendi que a discórdia mata e que a paz vivifica.
Se tenho que perder para viver, quero viver.
Quero ser livre para me reinventar quantas vezes for preciso.
Se eu posso você também pode.

Viva e  permita reinventar-se sempre que necessário.



sábado, 1 de dezembro de 2012

CRÔNICA: Os cacos de nossas relíquias

Passei a semana me perguntando o que fazemos com os cacos de nossas relíquias. Pensando e organizando as minhas ideias para endireitar os meus pensamentos. Perdi duas noites de sono, uma tarde de frases incompletas, pensamentos soltos escritos de forma aleatória. Nenhum deles me pareceu satisfatório ou era capaz de reproduzir o borbulhar de ideias que estavam dentro do meu peito. Até agora.

Somos uma mistura incrivelmente eficaz de experiências e palavras. Todas as experiências que vivemos e as palavras que ouvimos e lemos fazem parte do que somos. Posso até mudar de roupa, de cabelo, de cidade, de amigos, mas não posso mudar os acontecimentos da minha vida. Eles permeiam toda a minha existência, mesmo que eu tente fugir, o que vivi será sempre o que sou.

O começo desse meu pensamento nasceu quando estava lendo um livro que há muitos anos estava na minha estante, quase que esquecido, quase pedindo para ser lido de novo. Um livro com uma dedicatória de uma mulher admirável que estando em posição superior foi submissa à um jovem. Não confunda aqui submissão com autoridade. Essa submissão é fruto sim, de relacionamento e respeito. Li esse livro pela primeira vez há uns seis anos atrás, emprestado por um grande amigo.

Em uma viagem de volta à um passado não tão distante, minha mente me levou à algumas experiências que vivi, sobretudo, religiosas. Lembrei de momentos e de frases de pessoas muito próximas à mim. Palavras de sabedoria, outras nem tanto. O fato é que, já ouvi tanta coisa, já me ensinaram tanto. Quantas vezes, me deram soluções mágicas, ou infalíveis. Planos mirabolantes, ou ações para facilitar a minha busca.

Ora, uma busca nunca pode ser facilitada, e é pessoal e intransferível. O que move e faz alguém ir adiante nem sempre funcionará para mim. Impôr aos demais suas próprias experiências é acreditar que a vida não se renova, que não é capaz de fazer de nós tão especiais e únicos, que precise de um plano específico para cada um.

Destruir e reduzir a cacos nossas experiências é como matar quem somos. Lembro de um amigo que ao se tornar evangélico, destruiu uma imagem atirando-a ao chão, por acreditar estar nela mil demônios. Ele era um apaixonado pela mãe de Deus. E lembro de uma amiga que sempre evangélica, não podia usar chapinha nos cabelos a pedido de Deus em uma revelação. Ela hoje é católica  e usa os cabelos lisos.

Até que ponto a influência exterior nos leva as ser quem não somos apenas por condicionamento social? Sofremos calados por querer seguir amando a mãe de Deus, ou tendo os cabelos lisos. Agradamos uma parte das pessoas e desagradamos outras. Sofrendo e nos impedindo de ser feliz por conta do julgamento de quem não importa.

É possível nessa sociedade ser católico e cultuar a Deus em um templo protestante? É possível ser evangélico e com amor, ir à cerimônias católicas sem julgar? É possível ir á Índia e se maravilhar com a religiosidade dos hindus? É aceitável um monge budista te trazer a paz em uma frase de Buda?É possível ir a um terreiro de umbanda e falar com Deus sem medidas? Pode um muçulmano citar Jesus com os olhos marejados por sua grandeza como profeta? Pode um judeu dizer Shalom e não ficarmos em paz porque ele não acredita no Messias, Jesus Cristo? Pode o Ateu ser mais capazes de gestos generosos do que o cristão mais altivo?

Podemos evoluir, podemos aprender a amar, é só se deixar AMAR! Eu continuo a minha busca. O final é o menos importante. O que não posso é deixar de ser quem eu sou, nem deixar de acreditar nas coisas que acredito, só pelo simples fato de desagradar alguém.


A paz, Deus seja louvado, Shalom, Namastê, Axé, Salaam Alaikum











Camila Raupp - produtora de conteúdo e blogueira





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