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terça-feira, 10 de junho de 2014

Morre no Rio o ex governador Marcello Alencar do PSDB

Morreu na madrugada de hoje o ex governador do Rio de Janeiro, o tucano Marcello Alencar. A causa da morte ainda não foi divulgada. O velório será na quarta feira às 19hs no Palácio da Cidade.

Conheça mais sobre sua história

Fonte: Wikipédia

Como advogado, defendeu presos políticos durante o Regime Militar de 1964. Filiado ao MDB, foi suplente do senador Mário de Sousa Martins pelo extinto estado da Guanabara. Em 1969, com o advento do Ato Institucional Nº5, ele próprio teve seu mandato cassado e direitos políticos suspensos.3
Após a Lei da anistia e o fim do bipartidarismo no país, filiou-se ao PDT. Presidiu o extinto BANERJ no início do primeiro governo de Leonel Brizola que o nomeou para ocupar a chefia municipal (na época os prefeitos das capitais eram indicados pelo governador). Em janeiro de 1986 passou o cargo para Saturnino Braga. Ainda em 1986 concorreu ao Senado Federal, perdendo para Nelson Carneiro e Afonso Arinos1 .
Retornou à prefeitura em 1989, ao ser eleito nas eleições municipais de 19881 . Em sua segunda gestão recuperou as finanças da prefeitura, que teve a falência decretada por seu antecessor. Reformou praças, vias públicas, escolas e hospitais e implementou o Rio-Orla, projeto urbanístico que consistiu na remodelação dos calçadões das avenidas litorâneas com a implantação de ciclovias4 . Por não conseguir indicar o seu aliado Luis Paulo Corrêa da Rocha como candidato do PDT a sua sucessão, deixou o partido e entrou em choque com Brizola4 .
Em 1993 se filiou ao PSDB junto com o seu grupo político. Pela legenda tucana venceu o pleito estadual de 1994, derrotandoAnthony Garotinho. Como governador fez a Via Light, expandiu as linhas 1 e 2 do metrô, levando-o para Copacabana e Pavunae, rompendo com seu passado trabalhista, privatizou uma série de empresas estatais como a CERJ (Companhia de Eletricidade do Estado do Rio de Janeiro), BANERJ (Banco do Estado do Rio de Janeiro), CONERJCEG (Companhia Estadual de Gás), Flumitrens e o próprio Metrô e ainda extinguiu a CTC-RJ (Companhia de Transportes Coletivos do Estado do Rio de Janeiro). Deixou o governo estadual em janeiro de 1999. Em2002 sofreu um AVC que lhe deixou pequenas sequelas. Segue no comando do PSDB fluminense4 .
Marcello Alencar morreu as 04h15 de terça-feira, 10 de junho de 2014, no bairro da Gávea, Rio de Janeiro.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Brasil: Sai nova pesquisa Vox Populi para a presidência

Pesquisa Vox Populi aponta a presidente Dilma Rousseff liderando a disputa pelo Palácio do Planalto, com 40% das intenções de voto. Adversários do PSDB, Aécio Neves, e do PSB, Eduardo Campos, ficaram estacionados, com 16% e 8%, respectivamente.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Pragmatismo Político: As atrizes da Globo ainda estão de luto contra a corrupção?


O STF acaba de sepultar o esquema de corrupção do PSDB montado em Minas Gerais pelo então governador Eduardo Azeredo. Trata-se de desvio de dinheiro público no primeiro escalão do poder.
Acabou.
Com o desmembramento da ação, vão “disputar a partida” em casa, onde Aécio Neves sempre teve a mídia e a justiça nas mãos. O Supremo jogou no ralo a possibilidade de pegar corruptos graúdos, criadores “da tecnologia” utilizada desde os tempos da compra de votos em 1998.
Então surge a pergunta: cadê o luto das atrizes da Rede Globo? Onde está a revolta no Facebook expressa em páginas de preto?
Nem uma linha, nada. Uma manifestação aqui, outra acolá. Estatisticamente irrelevante. Me faz lembrar o que disse ACM uma vez: “se não deu no Jornal Nacional é porque não existiu”.
Mas, fique tranquilo, a sua indignação não é seletiva, você é uma pessoa de bem, quer um país melhor. Você quer os políticos encarcerados; não os empresários, os banqueiro, juízes e barões da comunicação, que comandam o jogo do capital no tabuleiro lá de cima.
Você cumpre o seu papel de indignar-se com os alvos de Globo e Veja, assim como quem malha o boneco de Judas enquanto a rua inteira é assaltada. E pouco importa que “esses bonecos” sejam apenas os que a mídia privada elege para serem odiados.
Você não tem culpa! Trabalha exaustivamente, paga as suas contas e não tem culpa de receber o veneno que eles te empurram goela abaixo e que contamina sua alma.
Não tem culpa de, como dizia Raul Seixas, “ser treinado todo dia como um dobermam do sistema”
Mas uma coisa é certa. É necessário ficar atento no que esses grupos estão conseguindo fazer com a opinião pública brasileira.
Hoje, em conversa com meu pai, ele, referindo-se a essa questão da manipulação midiática, citou Baudelaire, dizendo que “a maior astúcia do diabo é fazer com que as pessoas pensem que ele não existe”. Eu entendi, mas discordei. Para mim o jogo é ainda mais pesado, muito mais do que o filósofo pudesse supor.
O que acontece por aqui é que as pessoas até conseguem enxergar “o diabo” mas, mesmo assim, não têm mais forças para reagir, pois deixaram ele ocupar a sua mente e se instalar em seu coração.
Sair disso, só com investimento pesado em educação crítica /cidadã e Ley de Medios. Coisa que esse governo, sem pressão popular, pelo visto não vai fazer.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Senador emprega namorada, sogra e cunhado no setor público

FONTE: PRAGMATISMO POLÍTICO

Depois de empregar a namorada e a sogra na prefeitura e Câmara de Campina Grande, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) conseguiu mais um “serviço” para a família

cássio cunha lima emprega família
Senador Cássio Cunha Lima (Foto: ABr)
Após conseguir vitória em Campina Grande elegendo Romero Rodrigues (PSDB) para prefeito, o senador tucano Cássio Cunha Lima embarcou numa encruzilhada pouco discreta de agrados a pessoas muito próximas e queridas.
Primeiro, emplacou a sogra, Iolanda Alves de Azevedo, como assessora especial do gabinete do prefeito de Campina Grande. A nomeação de Iolanda aconteceu no dia primeiro de maio, um feriado, e data em que se comemora o “Dia do Trabalhador”. O salário de Iolanda é de R$ 3,5 mil.
A namorada do senador, Jacilene Azevedo, também ganhou emprego. Ela ocupa um cargo na Câmara de Vereadores de Campina Grande.
Agora, o senador empregou seu cunhado, Jackson Azevedo, no cargo de supervisor da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), da cidade de Campina Grande.
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Cássio, conhecido por falar grosso no plenário do Senado Federal, tem bastante influência na mídia local e goza de excelente relação com os barões da imprensa do estado da Paraíba.
Veja abaixo a nomeação da sogra:
iolanda alves cassio cunha lima
(Divulgação)

Blindado no estado, mas com telhado de vidro

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) foi cassado pelo TSE quando era governador do Estado da Paraíba pela prática de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2006. O atual senador foi condenado, à época, por distribuir 35 mil cheques a cidadãos carentes durante a campanha eleitoral daquele ano.
Apesar de uma carreira política instável e manchada por uma cassação de mandato na instância máxima da justiça eleitoral, Cássio goza de idolatria na Paraíba e mantém firme seus currais eleitorais, a exemplo de outros quadros, como Fernando Collor, José Sarney e Jader Barbalho, também Senadores da República.

Pensão vitalícia como ex-governador

Mesmo com o mandato de governador cassado, Cássio figura na lista dos oito ex-governadores que recebem aposentadoria vitalícia do Estado. Além dele, seis ex-primeiras-dama também recebem o benefício. O pagamento não é ilegal, de acordo com as leis estaduais, mas mostra o quanto as pensões são controversas.
A Ordem dos Advogados do Brasil da Paraíba (OAB-PB), seguindo recomendação da entidade nacional, afirma que o benefício contraria a Constituição de 1988. Segundo a OAB, o pagamento das pensões fere principalmente os princípios constitucionais de moralidade e da isonomia.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Justiça reconhece fraude na privatização da Vale





Por Maíra Kubík Mano

Se você tivesse um cacho de bananas que valesse R$9,00, você o colocaria à venda por R$0,30? Óbvio que não. Mas foi isso que o governo federal fez na venda de 41% das ações da Companhia Vale do Rio Doce para investidores do setor privado, em 1997. Eles pagaram 3,3 bilhões de reais por uma empresa que vale quase 100 bilhões de reais. Quase dez anos depois, a privatização da maior exportadora e produtora de ferro do mundo pode ser revertida.

Em 16 de dezembro do ano passado, a juíza Selene Maria de Almeida, do Tribunal Regional Federal (TRF) de Brasília, anulou a decisão judicial anterior e reabriu o caso, possibilitando a revisão do processo. “A verdade histórica é que as privatizações ocorreram, em regra, a preços baixos e os compradores foram financiados com dinheiro público”, afirma Selene. Sua posição foi referendada pelos juízes Vallisney de Souza Oliveira e Marcelo Albernaz, que compõem com ela a 5ª turma do TRF.

Entre os réus estão a União, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Eles são acusados de sub-valorizar a companhia na época de sua venda. Segundo as denúncias, em maio de 1995 a Vale informou à Securities and Exchange Comission, entidade que fiscaliza o mercado acionário dos Estados Unidos, que suas reversas de minério de ferro em Minas Gerais eram de 7.918 bilhões de toneladas. No edital de privatização, apenas dois anos depois, a companhia disse ter somente 1,4 bilhão de toneladas. O mesmo ocorre com as minas de ferro no Pará, que em 1995 somavam 4,97 bilhões de toneladas e foram apresentadas no edital como sendo apenas 1,8 bilhão de toneladas.

Outro ponto polêmico é o envolvimento da corretora Merril Lynch, contratada para avaliar o patrimônio da empresa e calcular o preço de venda. Acusada de repassar informações estratégicas aos compradores meses antes do leilão, ela também participou indiretamente da concorrência através do grupo Anglo American. De acordo com o TRF, isso comprometeu a imparcialidade da venda.
A mesma Merrill Lynch, na privatização da Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF) da Argentina, reduziu as reservas declaradas de petróleo de 2,2 bilhões de barris para 1,7 bilhão.

Nova perícia
Depois da venda da Vale, muitas ações populares foram abertas para questionar o processo. Reunidas em Belém do Pará, local onde a empresa está situada, as ações foram julgadas por Francisco de Assis Castro Júnior em 2002. “O juiz extinguiu todas as ações sem apreciação do mérito. Sem olhar para tudo aquilo que nós tínhamos dito e alegado. Disse que o fato já estava consumado e que agora analisar todos aqueles argumentos poderiam significar um prejuízo à nação”, afirma a deputada federal Dra. Clair da Flora Martins (PT-PR).
O Ministério Público entrou com um recurso junto ao TRF de Brasília, que foi julgado no ano passado. A sentença determinou a realização de uma perícia para reavaliar a venda da Vale. No próximo passo do processo, as ações voltam para o Pará e serão novamente julgadas. Novas provas poderão ser apresentadas e os réus terão que se defender.
Para dar visibilidade à decisão judicial, será criada na Câmara dos Deputados a Frente Parlamentar em Defesa do Patrimônio Público. A primeira ação é mobilizar a sociedade para discutir a privatização da Vale. “Já temos comitês populares em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Pará, Espírito Santo, Minas Gerais e Mato Grosso”, relata a deputada, uma das articuladoras da frente.
“Precisamos construir um processo de compreensão em cima da anulação da venda da Vale, conhecer os marcos gerais dessas idéias a partir do que se tem, que é uma ação judicial, e compreendê-la dentro de um aspecto mais geral, que é o tema da soberania nacional”, acredita Charles Trocate, integrante da direção nacional do MST. Ele participa do Comitê Popular do Pará, região que tem forte presença da Vale.
Entre os marcos da privatização, que serão estudados e debatidos nos próximos meses nos comitês, está o Plano Nacional de Desestatização, de julho de 1995. A venda do patrimônio da Vale fez parte de uma estratégia econômica para diminuir o déficit público e ampliar o investimento em saúde, educação e outras áreas sociais. Cerca de 70% do patrimônio estatal foi comercializado por 60 milhões de reais, segundo o governo. “Vendendo a Vale, nosso povo vai ser mais feliz, vai haver mais comida no prato do trabalhador”, disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 1996. A dívida interna, entretanto, não diminuiu: entre 1995 e 2002 ela cresceu de 108 bilhões de reais para 654 bilhões de reais.

Na época, a União declarou que a companhia não custava um centavo ao Tesouro Nacional, mas também não rendia nada. “A empresa é medíocre no contexto internacional. É uma péssima aplicação financeira. Sua privatização é um teste de firmeza e determinação do governo na modernização do Estado”, afirmou o deputado Roberto Campos (PPB-SP) em 1997. No entanto, segundo os dados do processo, o governo investiu 2,71 bilhões de reais durante toda a história da Vale e retirou 3,8 bilhões de reais, o que comprova o lucro.
“O governo que concordou com essa iniciativa não tinha compromisso com os interesses nacionais”, diz a deputada Dra. Clair.

Poder de Estado
A Vale se tornou uma poderosa força privada. Hoje ela é a companhia que mais contribui para o superávit da balança comercial brasileira (veja box ao lado), com 54 empresas próprias nas áreas de indústria, transporte e agricultura.
“Aqui na região de Eldorado dos Carajás (PA), a Vale seqüestra todo mundo: governos municipais e governo estadual. Como o seu Produto Interno Bruto é quatro vezes o PIB do estado Pará, ela se tornou o estado econômico que colonizou o estado da política. Tudo está em função dos seus interesses”, coloca Charles Trocate.
O integrante do MST vivência diariamente as atividades da empresa no Pará e a acusa de gerar bolsões de pobreza, causados pelo desemprego em massa, desrespeitar o meio-ambiente e expulsar sem-terra e indígenas de suas áreas originais.
“Antes da privatização, a Vale já construía suas contradições. Nós temos clareza de que a luta agora é muito mais ampla. Nesse processo de reestatização vamos tentar deixar mais claro quais são as mudanças que a empresa precisa fazer para ter uma convivência mais sadia com a sociedade na região”, diz Trocate. De acordo com um levantamento do Instituto Ipsos Public Affairs, realizado em junho de 2006, a perspectiva é boa: mais de 60% dos brasileiros defendem a nacionalização dos recursos naturais e 74% querem o controle das multinacionais.

Patrimônio da Vale 1996
- maior produtora de alumínio e ouro da América Latina;
- maior frota de navios graneleiros do mundo
- 1.800 quilômetros de ferrovias brasileiras
- 41 bilhões de toneladas de minério de ferro
- 994 milhões de toneladas de minério de cobre
- 678 milhões de toneladas de bauxita
- 67 milhões de toneladas de caulim
- 72 milhões de toneladas de manganês
- 70 milhões de toneladas de níquel
- 122 milhões de toneladas de potássio
- 9 milhões de toneladas de zinco
- 1,8 milhão de toneladas de urânio
- 1 milhão de toneladas de titânio
- 510 mil toneladas de tungstênio
- 60 mil toneladas de nióbio
- 563 toneladas de ouro.
- 580 mil hectares de florestas replantadas, com matéria-prima para a produção de 400 mil toneladas/ano de celulose

Fonte: Revista Dossiê Atenção – “Porque a venda da Vale é um mau negócio para o país”, fls. 282/292, da Ação Popular nº 1997.39.00.011542-7/PA).

Quanto vale hoje
- 33 mil empregados próprios
- participação de 11% do mercado transoceânico de manganês e ferro liga
- suas reservas de minério de ferro são suficientes para manter os níveis atuais de produção pelos próximos 30 anos
- possui 11% das reservas mundiais estimadas de bauxita
- é o mais importante investidor do setor de logística no Brasil, sendo responsável por 16% da movimentação de cargas do Brasil, 65% da movimentação portuária de granéis sólidos e cerca de 39% da movimentação do comércio exterior nacional
- possui a maior malha ferroviária do país
- maior consumidora de energia elétrica do país
- possui atividades na América, Europa, África, Ásia e Oceania
- concessões, por tempo ilimitado, para realizar pesquisas e explorar o subsolo em 23 milhões de hectares do território brasileiro (área correspondente aos territórios dos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte)
Fonte: 5ª Turma do TRF da 1ª Região