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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Repórter Cidadão: Maricá pra Inglês ver


  por G.M Torres

Num ‘jogo de cartas marcadas’, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Participação Popular de Maricá promoveu um Processo Seletivo Simplificado para contratação por tempo determinado para Assistentes Sociais e Psicólogos. Como já era previsto, segundo ‘voz corrente’ entre os inscritos, somente os candidatos que foram demitidos e eram remanescentes do último processo foram selecionados para reintegrar os quadros oferecidos pela Secretaria. A relação nominal dos candidatos aprovados deixa clara a intenção da Secretaria de reconduzir seus ‘apadrinhados’ aos cargos disponíveis. Dos 30 primeiros Assistentes Sociais aprovados e convocados 20 são ex-contratados e os outros 10 têm de uma forma ou de outra ‘afinidades’ com membros do governo de Maricá. Do 31º ao 40º colocado, número limite de convocações explicitas no edital, todos também têm alguma ligação com a cidade. A partir do 41º até o 134º, em sua grande maioria, só consta candidatos de outros municípios, chamados de ‘estrangeiros’.

                        Outro dado alarmante é a coincidente sequência de aprovados em relação à numeração da inscrição. O número de inscrição de cada candidato foi atribuído por ordem de chegada ao local indicado. Pois bem, estranhamente algumas sequências de aprovados deixam margem à especulação em relação à lisura do processo seletivo. Candidatos com números de inscrição: 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10; 55, 56, 57 e 58; 105, 106, 108 e 109 estão entre os 30 primeiros convocados, numa clara evidência de que essas pessoas estavam em grupo. Sendo no mínimo conhecidas, mesmo porque trabalhavam juntas até bem pouco tempo como contratadas na Secretaria Municipal de Assistência Social e Participação Popular. Isso deixa claro de que esses candidatos aprovados marcaram, entre si, dia e horário para efetuarem suas inscrições em conjunto.

                        Tal atitude da Secretaria Municipal de Assistência Social e Participação Popular de Maricá denota total falta de respeito com os candidatos que vieram dos mais distantes lugares, tanto para fazerem as inscrições quanto para a redação. Os candidatos, iludidos, perdem tempo e dinheiro quando na realidade estava tudo combinado e já se sabia quem seriam os aprovados no fatídico processo seletivo. Inclusive no dia da redação, 28/04, o comentário entre os candidatos era de que somente os inscritos que haviam sido demitidos anteriormente por término de contrato é que seriam aprovados. Após a aplicação da redação, já do lado de fora do C.E.M. Joana Benedicta Rangel, ouviu-se relatos de que os servidores da Secretaria que monitoravam os candidatos trataram os mesmos com desdém e ‘piadinhas’ em ‘tom’ irônico. Curiosamente alguns candidatos, em várias salas, entregaram a folha de redação com apenas 20 minutos do seu início enquanto outros demoraram até 3 horas para terminá-la.

                        Se a intenção da Secretaria era realocar os ‘apadrinhados’ deveria apenas readmiti-los, e não usar de má fé gerando uma falsa expectativa nos incautos candidatos. Cabe agora ao Ministério Público averiguar essas denúncias solicitando à Prefeitura de Maricá explicações materiais sobre a probidade na execução do Processo Seletivo.


Búzios: Prefeitura apresenta Plano Municipal de Ação para menores infratores


Foi apresentado na última segunda-feira, dia 6, pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda, o Plano Municipal de Execução de Medidas Socieducativas em Meio Aberto, que tem a meta de garantir ao adolescente oportunidades de superação através de um trabalho em rede com outras secretarias. O projeto está sendo desenvolvido diretamente pela Coordenação das Políticas Públicas de Atenção à Criança, Adolescente e Juventude, setor ligado à Secretaria de Desenvolvimento Social.
 O Plano inclui o planejamento de trabalho que será oferecido pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) com adolescentes que cometeram delitos e se encontram em regime aberto.  Durante a reunião da última segunda-feira, foi apresentado, também, o projeto “Reintegrar, Com Um Olhar No Futuro”, que objetiva trabalhar temas do cotidiano para a formação de uma nova visão do mundo, por meio da realização de oficinas de leitura (utilizando o teatro e a poesia como formas de expressão), rodas de conversas com os técnicos do CREAS e oficinas de artes marciais (jiu jitsu).
Após a apresentação, ambos os programas foram levados para votação pelo Conselho Municipal da Criança e Adolescente, que aprovou as iniciativas por unanimidade.


Foto: Divulgação