Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

[Geral] O corpo humano em forma de poesias


Obra vencedora do prêmio Jabuti ganha nova edição

 
Com o intuito de explicar a maravilhosa criação do corpo humano em forma de poesia, Alexandre Guarnieri brinca com as palavras para descrever a criação e a evolução dos seres por meio da biologia. Reeditado pela Penalux, o livro “Corpo de Festim”, vencedor do prêmio Jabuti 2015, tem como proposta levar o leitor às infinitas descobertas sobre o início de nós mesmos e a continuidade da nossa história.

Segundo Guarnieri, a obra pretende acostumar o leitor à sua biologia, às suas entranhas e fazer com que estas lhe entreguem a verdade sobre o mundo, a vida e sua história, descobrindo e redescobrindo o novo e o antigo dentro da anatomia, da matéria orgânica e também das palavras.

Para o escritor Furio Lonza, autor do prefácio, o livro reúne poesias em torno de um tema, concentradas obsessivamente na materialidade da palavra, na dissecação, na anatomia, no “voyver biológico”.

- Sua repetição sobre seu objeto, o corpo, leva-nos a infinitas descobertas sobre o início de nós mesmos e a continuidade da nossa história, chegando perto das nossas interpretações de nossas verdades e mentiras – relata Lonza.

Para os editores Tonho França e Wilson Gorj, Guarnieri se enquadra nos pódios da poesia brasileira contemporânea, por sua linguagem inovadora e única. Com tema impressionantemente modernos, seu peso materialista é familiar devido à cultura ocidental do século XXI, que precisa do material bruto para crer.

Sobre o autor
Carioca, nascido em 1974, Guarnieri é historiador da arte e mestre em tecnologia da imagem. Começou, a partir de 1993, a participar de eventos de poesia falada no Rio de Janeiro. Publicou seu primeiro livro, Casa das máquinas (Editora da Palavra), em 2011. É um dos editores da revista eletrônica Mallarmargens.

Além do Jabuti em 2015, o escritor conquistou em 2003 os prêmios Yêda Schmaltz, oferecido pela União Brasileira de Escritores, Seção Goiás; e Marco Lucchesi, oferecido pelo Jornal Panorama da Palavra/ RJ.




Ficha técnica:

Título: Corpo de Festim, segunda edição
Autor: Alexandre Guarnieri
Reedição: editora Penalux
Publicação: 2016
Tamanho: 15,5x22,5 cm
Páginas: 130 p
Preço: R$42,00

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Poesia com Souza Jr.


Sangue Amazônico

Que pais é este?Que desmata Amazônia.
Que só nos traz insônia
E a cada dia que passa, nasce um corrupto novo.
Que pais é esse? De bandidos livres no planalto e no meio do povo.
De terno e gravatas, De homens sem atitude
Com sangue de baratas...
De políticos intocáveis com suas próprias religiões.
Anjos que se tornam ladrões,
Que roubam nossas felicidades,
Como se fossem Deuses
Com suas imunidades.


Souza jr.

Dedicada a todos os índios caçados da Amazônia.
 E suas inocências violadas e pelas arvores derrubadas,
Por europeus e americanos, que compram madeiras de lá.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Poesia com Souza Junior



Eu faço frases de amor
E fico arquitetando, como espremer doces palavras da alma.
E nascer o suprassumo das letras,
Para tentar fazer semear, uma nova criação.
Um broto de sentimentos por mim, no seu coração...
Lavando os olhos de saudade agridoce
E colher um abraço saudoso...
E enxergar no horizonte dos seus olhos sabor de mel
A minha inspiração vira brincadeira,
 Nesse dom que Deus mandou por mensagem
Em línguas estrangeiras ...
Com um rio que nunca voltará atrás.
Souza Junior 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

POESIA: com Souza Junior


Sem eira nem beira

Que alegria eu posso ter para voltar a casa,
Se base da própria caiu e suas pilastras principais se foram.
Vou jogar suas cinzas á beleza do vento forte do leste,
Que cai como uma peste no mar vermelho do esquecimento.
Tenho medo dos fantasmas da solidão dos meus olhos,
Que só de pensar neles brotam nascentes e
Resvalam-se nas marcas dos tempos de minha face como cachoeiras.
Essa saudade que queima dentro do peito,
Destrói o pouco que me resta de minha inocência,
E nos dias santos vejo alguns a mesa, mais faltam dois, que tristeza!
Me falta coragem para atravessar o lago congelado do meu coração,
Que ficou frio como um rio,
Morre em uma ilha um sentimento familiar em mim,
Levando o meu motivo de voltar à casa ao fim....
Souza Junior
Dedicada aos meus pais
Dia 24/11/2008