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quinta-feira, 8 de maio de 2014

São Pedro da Aldeia: Loja do grupo Carrefour oferece 200 vagas de emprego

O hipermercado Atacadão, que está sendo construído em São Pedro da Aldeia com total apoio da Prefeitura da cidade, oferece 200 vagas de emprego para os trabalhadores da região. O processo seletivo está sendo realizado pela agência do Sistema Nacional de Empregos, na própria sede do SINE em Cabo Frio, localizado na Avenida Teixeira e Souza, n° 1870. O Sistema Nacional de Empregos é uma iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As vagas oferecidas por meio do SINE priorizam a Região dos Lagos, gerando oportunidades aos trabalhadores de todas as cidades da região.
O Prefeito Cláudio Chumbinho destaca a geração de empregos no município. “Eu sempre disse que São Pedro da Aldeia iria ser o pólo de emprego da Região dos Lagos e estamos trabalhando para isso. Com o desenvolvimento do município ganha toda a região. Agradeço o apoio de todos os prefeitos da região. Temos muitos problemas para serem resolvidos, mas tenho certeza que em 4 anos vamos trabalhar muito para resolvê-los”, declarou.
A loja do Grupo Carrefour, que está localizada no Campo Redondo numa área de 16 milm², está recebendo cobertura e piso. A previsão é que essa etapa termine até o final desse mês para, em seguida, darem início à fase de acabamento e pavimentação externa. O cronograma de construção prevê a finalização das obras em junho e a inauguração do Atacadão em julho.
Coordenador da Obra, Antenor Neta ressalta o apoio dado pela Prefeitura de São Pedro da Aldeia ao empreendimento. “O empenho e apoio da Prefeitura, da Secretaria de Urbanismo e Habitação e da equipe de Serviços Públicos, em trazer para a cidade um empreendimento que atenderá a população em geral, além de gerar empregos diretos e indiretos, é de grande valia para todos. Isso mostra a visão da Prefeitura em trazer desenvolvimento para São Pedro da Aldeia. A população vai perceber quantos novos investimentos vão surgir na cidade com essa iniciativa”, disse. 

Confira a relação de vagas disponíveis no SINE:

Auxiliar Administrativo de Recursos Humanos
Líder Perecíveis
Líder Loja
Líder Hort Frutti
Líder Depósito
Líder Frente Caixa
Líder P e Perdas (Segurança)
Operador de Empilhadeira
Técnico de Manutenção (refrigeração)
Auxiliar Manutenção Predial
Auxiliar Administrativo (recebimento de mercadorias)
Estoquista (analista de balanço e inventários)
Cartazista (cartazes e faixas)
Auxiliar CPD (informática)
Assistente administrativo
Auxiliar Almoxarifado
Auxiliar de Cozinha Industrial
Conferente Depósito
Auxiliar de Depósito
Auxiliar de Cadastro
Operador Caixa
Repositor Loja

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Transexual acusa Carrefour de preconceito

FONTE: PRAGMATISMO POLÍTICO

A transexual Maria Augusta Silveira, uma das primeiras pessoas a passar por uma cirurgia de mudança de sexo no Brasil, em 1998, acusa o Carrefour de desistir da sua contratação após saber da sua condição de identidade de gênero. Guta, como é conhecida, participou de um processo seletivo para trabalhar na unidade da rede de São José do Rio Preto, cidade do interior paulista onde mora.
transexual carrefour preconceito
Transexual Maria Augusta Silveira foi uma das primeiras pessoas a passar por cirurgia de mudança de sexo no Brasil (Foto: Reprodução / Facebook)
Ela afirma ter sido aprovada no processo seletivo para trabalhar no setor de frios do supermercado, realizou exames médicos admissionais e até abriu uma conta bancária, a pedido do setor de recursos humanos do Carrefour, para que pudesse receber os pagamentos. Entretanto, quando apresentou seu histórico escolar, onde ainda constava o nome de homem, a empresa solicitou que Guta esperasse a confirmação da contratação e posteriormente a informou que a vaga já havia sido preenchida.
Ao tentar conseguir a efetivação da contratação, foi informada pelo RH do Carrefour que, assim que surgisse uma nova vaga, ela seria chamada pela empresa. Porém, no mesmo dia em que foi informada que a vaga já tinha sido preenchida, uma amiga de Guta, que trabalha no supermercado, entregou para ela um folheto que anunciava a mesma vaga para a qual ela havia se candidatado.
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Guta ainda afirma que foi chamada de “traveca” em uma conversa escutada por ela no setor de recursos humanos do Carrefour de São José do Rio Preto. “Fiquei em choque. Insisti com a moça que não tava certo, eu fiz tudo o que pude para pegar a vaga, mas ela foi irredutível. Isso acabou com meu psicológico, minha autoestima e ainda, antes disso, houve um dia em que esperava pela moça e ouvi quando alguém perguntou ‘a traveca ta esperando a fulana?’, então houve um ‘xiiiiii’, como a mandar a pessoa ficar quieta”, publicou na sua página pessoal do Facebook.
De acordo com a advogada Leandra Merighe, do Grupo de Amparo ao Doente da Aids, que possui um núcleo jurídico que presta apoio ao público LGBT, o Carrefour cometeu dois crimes no caso. O de preconceito contra a pessoa humana, previsto na Constituição, e o de discriminação trabalhista, enunciado em lei federal. A advogada está ajuizando uma ação indenizatória por danos morais contra o Carrefour.
O Carrefour informou, por meio de nota, que já se desculpou e explicou para Maria Augusta Silveira que houve um erro no processo de seleção. “Casos como este são pontuais e, assim que identificados, prontamente corrigidos”, diz a nota. A rede de supermercados afirmou também que iniciou um processo de reorientação de todos os envolvidos no caso de Guta, e demais colaboradores da unidade de São José dos Campos, para assegurar o cumprimento de suas diretrizes.
“A empresa reitera que tem uma rigorosa política de diversidade, difundida por meio de treinamento de seus 40 mil colaboradores, e repudia qualquer tipo de descriminação”, afirma o Carrefour na nota.
Revista Forum, com Terra