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terça-feira, 7 de maio de 2013

Bullyng, não tem como ignorar


por Guilherme Barcellos

Durante anos fizemos ‘vista grossa’ para alguns acontecimentos que pensávamos estar longe daqui.  
A mídia sempre trouxe o pior do ‘quintal alheio’, e ficávamos até orgulhosos por achar que estávamos imunes a estas ações grotescas, como o bullyng, por exemplo. Por força do histórico americano, jamais poderíamos pensar que ele estava tão próximo, em alguns casos

podendo até estar no nosso ‘seio familiar’.
Este assunto atualmente não pode mais deixar de ser discutido não só pela educação, mas principalmente pela sociedade, embora dentro das escolas exista a possibilidade dele estar mais freqüente, não podemos desconsiderar que o bullyng já ultrapassou os limites da comunidade escolar.

Nas atividades profissionais do cotidiano, principalmente nas funções mais simples desempenhadas pelo ser humano, este tipo de violência também está presente.

Por estar em maior quantidade entre as camadas menos favorecidas e no trabalho braçal, ou mesmo onde exerce outras funções, o negro, além de ser a maior vítima nestas áreas, é também nas escolas, principalmente.

De uma maneira geral, o que queremos mostrar é que a campanha contra o bullyng tem que ultrapassar os ‘muros escolares’, com uma nova ‘cara’, possivelmente com ações afirmativas, direcionadas não só aos negros, mas também às mulheres, homossexuais, idosos e deficientes.

É obvio que as nossas crianças não nascem com preconceito ou com algum instinto ruim, porém, com o passar do tempo ela absorve da sociedade e do meio em que vivem.

A educação é de grande interesse nesta empreitada de conscientização contra a intolerância e preconceito, sem dúvida, mas não podemos esquecer que a responsabilidade é de todos.

Seria oportuno, dado a evidência midiática do tema, que o estado e prefeituras fomentasse uma campanha com nos municípios também com  comunidade escolar, trazendo os pais ou responsáveis, pois com certeza, o reflexo desta ação teria um forte apelo social. O mínimo que for alcançado, obviamente fará uma grande diferença, além da oportunidade de sair daquela máxima que diz que é um costume brasileiro, tomar iniciativas e buscar soluções, ‘somente depois da casa arrombada’.



quinta-feira, 21 de março de 2013

Veiga de Alemida: Palestra aborda atendimento psicológico às vítimas de bullyng


Tema foi apresentado durante a primeira Jornada de Terapia Cognitiva Comportamental, voltada a estudantes e profissionais de Psicologia

A palestra “Atendimento às vítimas de bullyng através da Teoria Comportamental Congitiva (TCC)”, ministrada pela psicóloga Bárbara Monteiro, foi um dos temas abordados durante a abertura da primeira Jornada de TCC, promovida pelo curso de Psicologia da Universidade Veiga de Almeida (UVA), em Cabo Frio. O evento, que teve início na manhã desta quinta-feira, 21, continuará à noite, a partir das 18h30, com entrada gratuita.
Bárbara lembrou que os efeitos do bullyng pisicológico podem ser mais danosos que os do físico e que a postura da vítima é determinante para que as provocações cessem. “Os pais devem ensinar a criança a se defender, porém existem formas muito mais eficazes do que a violência. A criança precisa desenvolver a habilidade de se colocar assertivamente”, alertou, acrescentando que a vítima deve ser orientada a buscar ajuda desde a primeira provocação.
Bárbara discorreu sobre ferramentas da Teoria Comportamental Cognitiva para para a terapia de crianças e adolescentes vítimas de bullyng e também agressores, como respiração diafragmática e relaxamento muscular, manejo da raiva, reestruturação cognitiva, psicoeducação para a assetividade e o treino em habilidades sociais. A psicóloga ressalta que a promoção da resiliência (que a capacidade que o indivíduo tem de voltar a ter um funcionamento psicológico saudável depois de passar por uma situação de grande estresse) deve receber atenção. A profissional enfatizou que o ideal seria que existissem políticas de prevenção ao bullyng: “a falta de ação da sociedade inerte está gerando as consequências extremas que temos acompanhado”.
Jornada
A Jornada é dividida em quatro temas, com várias palestras relacionadas: TCC com crianças e adolescentes; treino de habilidades sociais e suas aplicações; aplicações terapêuticas da TCC; e aplicações institucionais da análise do comportamento. A supervisora de TCC, professora Renata Paes, explica que o evento mostra tanto a parte teórica quanto a aplicabilidade, apresentando a pluralidade de atuação dentro da abordagem da TCC. Assim como a Psicanálise e a Gestalt, a TCC é uma abordagem usada por psicólogos na condução do tratamento terapêutico. “Atualmente, temos muito mais pesquisas com sucesso em diversos transtornos, como TOC, depressão e bullyng, utilizando a Teoria Comportamental Cognitiva”, ressaltou.