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quinta-feira, 11 de julho de 2013

AGENDA DO SENADO HOJE

Quinta-feira (11)


Comissão/Agricultura - Audiência pública para debater a cadeia produtiva do pescado, com o ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivela.
Horário: 8h30
Local: sala 15 da Ala Senador Alexandre Costa

Comissão/Direitos Humanos - A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) promove audiência pública com interatividade pelo portal e-Cidadania, para debater as recentes manifestações públicas na ótica da juventude brasileira.
Horário: 9h
Local: sala 2 da Ala Senador Nilo Coelho

Comissão/Constituição e Justiça - Reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para análise das indicações, realizadas pelos líderes partidários, de Leonardo Henrique de Cavalcante Carvalho para o Conselho Nacional do Ministério Público e de Fabiano Augusto Martins Silveira para o Conselho Nacional de Justiça.
Horário: 10h
Local: sala 3 da Ala Senador Alexandre Costa

Comissão/Ciência e Tecnologia - A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) promove audiência pública conjunta com a Subcomissão Temporária para Elaboração do Marco Regulatório da Mineração e da Exploração de Terras Raras, para debater ações que possibilitem o desenvolvimento de uma cadeia produtiva para o setor.
Horário: 9h
Local: sala 3 da Ala Senador Alexandre Costa

Comissão/Relações Exteriores e Comunicação - Audiência pública para discutir as denúncias veiculadas pela imprensa nacional sobre a rede de espionagem montada em Brasília pelo governo dos Estados Unidos, que teria monitorado milhões de e-mails e telefonemas de brasileiros.
Horário: 10h
Local: sala 7 da Ala Senador Alexandre Costa

Comissão/Relações Exteriores - Audiência Pública com o objetivo de tratar do Projeto do Sistema de
Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). Foram convidados, entre outros, o general da Divisão Luiz Felipe Linhares Gomes, chefe do Escritório de Projetos do Exército; e o general de Divisão Roberto de Oliveira, gerente do Projeto Sisfron do Exército.
Horário: 11h
Local: sala 7 da Ala Senador Alexandre Costa
ligações de brasileiros,s Estados Unidos, que monitoraram milhões de e-mails eligações de brasileiros,

Plenário - Sessão deliberativa
Horário: 14h
Local: Plenário do Senado

Comissão/Regulamentação Constitucional - Reunião da Comissão Mista de Consolidação da Legislação Federal e de Regulamentação de Dispositivos da Constituição para discussão da minuta  de projeto de lei que regulamenta a regionalização da produção cultural, artística e jornalística.
Horário: 14h30
Local: sala 3 da Ala Senador Alexandre Costa

terça-feira, 9 de julho de 2013

Senado: Renan garante que Congresso vai averiguar denúncias de espionagem americana no Brasil

fonte: Agência Senado
O presidente do Senado, Renan Calheiros, classificou como "inaceitável e indevida" a monitoração de dados que teria sido feita pelos Estados Unidos no Brasil, de acordo com denúncia publicada pelo jornal O Globo, com base em documentos vazados pelo ex-funcionário da agência de informações americana Edward Snowden.
Para Renan, que divulgou nota oficial sobre o tema, é obrigação do Congresso Nacional “averiguar a veracidade” das denúncias, ao mesmo tempo em que o governo deve exigir as explicações dos envolvidos.
De acordo com Renan, o Congresso vai ajudar na elucidação dos fatos, por meio da Comissão de Controle das Atividades de Inteligência, que tem o deputado Nelson Pelegrino (PT-BA) como presidente e o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) como vice. Ele lembrou, ainda, que a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado (CRE), presidida por Ferraço, já começou a agir, com a convocação de autoridades como o embaixador americano, Thomas Shannon, e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.
- O Brasil precisa saber o que aconteceu exatamente, sem distorções e sem truques. Isso é muito importante para o país - afirmou.
O senador Walter Pinheiro (PT-BA) lembrou que foi o primeiro parlamentar brasileiro a denunciar, ainda no início da década de 1990, um acordo de cooperação entre os Estados Unidos e a Inglaterra que teria vinculação com espionagem. Para Pinheiro, o debate não pode ficar restrito ao Congresso Nacional e deve envolver outros organismos internacionais, para coibir e punir “duramente” os que têm praticado espionagem.
Leia a íntegra da nota da Presidência do Senado:
"As informações divulgadas sobre possível espionagem de comunicação de cidadãos brasileiros são graves, preocupantes e devem ser investigadas em profundidade. Ao Congresso Nacional cabe averiguar a veracidade das informações e exigir as explicações das autoridades.
O Congresso Nacional conta com a Comissão de Controle de Atividades de Inteligência, criada em 1999, pela Lei 9.883. A comissão, atualmente, é presidida pelo deputado Nelson Pellegrino (PT-BA) e tem como vice-presidente o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).
No trabalho de investigação, a Comissão de Relações Exteriores também deve colaborar no sentido de esclarecer ao Brasil todo o ocorrido. A Presidência do Congresso Nacional está à disposição destes colegiados para colaborar e agir no que for preciso a fim de um esclarecimento cabal.

terça-feira, 2 de julho de 2013

AGENDA DO SENADO - 02 DE JULHO

Comissão/Meio Ambiente - A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) vota projeto que incentiva a recuperação florestal em assentamentos rurais, em áreas desapropriadas pelo poder público e em áreas degradadas de posse de agricultores familiares, em especial, de comunidades quilombolas e indígenas. Outro projeto em pauta institui incentivos e programas para implantação de sistemas de coleta, armazenamento e utilização de águas pluviais em condomínios residenciais e comerciais.
Horário: 8h30
Local: sala 6 da Ala Senador Nilo Coelho
Comissões/Ciência e Tecnologia - Projeto que torna obrigatória a emissão de alertas por veículos de comunicação sobre desastres climáticos consta da pauta da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). Outra proposta em votação permite a dedução das doações a projeto de pesquisa científica e tecnológica executado por entidades científicas e tecnológicas privadas, sem fins lucrativos, da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física. Também serão analisados projetos de decreto legislativo autorizando o funcionamento de emissoras de rádio e televisão em diversas regiões do país.
Hora: 9h
Local: Sala 7 da Ala Senador Alexandre Costa
Revista/Em discussão! - Lançamento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da 16ª edição da revista Em Discussão!, que tem como tema o refinanciamento de dívidas de estados e municípios. A revista tem como base os debates realizados pela comissão sobre a questão.
Horário: 9h45
Local: Sala 19 da Ala Senador Alexandre Costa
Comissão/Economia - A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) analisa projeto que institui o Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano e Metropolitano de Passageiros (Reitup), condicionado à implantação do bilhete único temporal ou rede integrada de transportes. Outra proposta em pauta dispõe sobre a participação da população e de suas entidades no processo orçamentário. Serão analisados os substitutivos apresentados às matérias.
Horário: Após lançamento da revista
Local: sala 19 da Ala Senador Alexandre Costa
Comissão/Educação - Projeto que dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, para condicionar o pagamento das parcelas do financiamento pelos beneficiários ao credenciamento de escola pública de educação infantil e de ensino fundamental no respectivo conjunto habitacional está na pauta de votação da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). Outras duas propostas alteram as diretrizes e bases da educação nacional. A CE analisa ainda projeto que fixa regras de reeleição e de duração dos mandatos dos dirigentes de entidades desportivas.
Horário: 10h30
Local: sala 15 da Ala Senador Alexandre Costa
Plenário – Sessão deliberativa. A destinação de royalties do petróleo para as áreas de saúde e educação e a exigência de ficha limpa para preenchimento de cargos comissionados são propostas que estão na pauta.
Horário: 14h
Local: Plenário do Senado
Comissão/MP - Análise do relatório da comissão mista destinada a examinar e emitir parecer sobre a MP 610/2013, que trata de ações emergenciais para socorrer municípios atingidos pela seca no Nordeste. Entre outras medidas, a MP autoriza o pagamento de valor adicional ao benefício Garantia-Safra para o período 2011/2012 e a doação de milho aos governos estaduais em 2013.
Horário: 14h30
Local: sala 6 da Ala Senador Nilo Coelho
Comissão/Orçamento - Reunião da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) para análise de proposições como o relatório preliminar apresentado ao projeto de lei 2/2013-CN, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração da proposta orçamentária para 2014. Essa proposta também será analisada, um pouco antes, às 14h, na sala de reuniões da presidência da CMO, pelo colegiado de representantes de líderes partidários na comissão.
Horário: 14h30
Local: Plenário 2 do Anexo 2 da Câmara dos Deputados
Comissão/Código Penal - Audiência pública da Comissão que analisa a reforma do Código Penal para debater os seguintes crimes: contra a paz pública, relativos a estrangeiros, contra os direitos humanos, e de guerra. Foram convidados o advogado Fernando Fragoso e o procurador Marcelo Weitzel de Souza.
Horário: 14h30
Local: sala 9 da Ala Senador Alexandre Costa

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Senado: Debatedores pedem rejeição de projeto de lei que regula religião


O projeto de lei que trata do livre exercício de crença e cultos religiosos (PLC 160/2009), do deputado George Hilton (PRB-MG), recebeu críticas dos participantes de audiência pública que discutiu o assunto nesta quinta-feira (23) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Apesar de apresentarem motivações diferentes, os representantes de diversas instituições religiosas e do governo manifestaram sua contrariedade à proposta e pediram sua rejeição.
Diante do resultado da audiência, o relator do projeto, senador Eduardo Suplicy (PT-SP), disse que vai se reunir com a consultoria para decidir o rumo de seu relatório, que, segundo ele, pode ser pela rejeição da proposta. O senador pediu que representantes de congregações religiosas que não estiveram presentes à audiência enviem contribuições para a elaboração do relatório.
Na opinião do professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Luiz Antonio Cunha, o projeto de lei é “incorrigível”. Ele declarou que a regulação de crenças só é admitida quando há constrangimento ao direito dos cidadãos de professar sua fé ou quando existe controle estatal na área religiosa. Nenhuma dessas hipóteses, observou, é verificada no Brasil, uma vez que "o país é privilegiado quanto respeito à liberdade religiosa".
- O Brasil não está em nenhuma das duas situações. Trata-se, portanto, de uma situação esdrúxula – disse o professor.
Em sua opinião, o projeto é "mimético", por fazer uma adaptação apressada do tratado assinado entre o Brasil e a Santa Sé, em 2008; "indecente", por conferir privilégios a determinadas instituições religiosas sem que haja contrapartida ao interesse público; e "pueril", por tentar estender a outras instituições religiosas os benefícios recebidos pela Igreja Católica. Ele também discorda do artigo que prevê ensino religioso obrigatório, pois, em sua opinião, o dispositivo afronta a liberdade de opinião.
'Ingerência'
O representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Hugo Sarubbi, ressaltou que ter ou não uma crença está entre os direitos fundamentais do brasileiro. Em sua opinião, a proposta coloca este direito em segundo plano, ao permitir a "ingerência estatal no modo de professar a fé das pessoas". Em sua opinião, o projeto padece de vício de origem por ser “apressado, oportunista” e inadequado às diferentes instituições religiosas.
Para o representante da CNBB, a proposta é uma cópia do acordo realizado entre o Brasil e a Santa Sé, dois estados soberanos. Acordos e tratados internacionais são comuns, enfatizou, e o documento assinado não prejudica nenhuma congregação religiosa. Ele ainda ressaltou a importância das instituições religiosas quanto à assistência social, segundo ele atribuição do Estado que não é cumprida com eficiência.
- Um Estado que não consegue ministrar aula de Português e Matemática quer ingerir na fé? – questionou o representante da CNBB.
Com opinião similar, o representante da Federação Espírita Brasileira (FEB), Flamarion Vidal, relatou que as casas espíritas prestam assistência social porque o Poder Público não atende às necessidades básicas do cidadão. Segundo ele, as instituições religiosas são impedidas de fazer caridade em razão do preconceito de alguns gestores públicos. Por isso, ele defendeu a regulamentação da prestação de caridade pelas instituições religiosas, já que a Constituição estabelece a laicidade do Estado, mas não regula a atuação das instituições.
'Privilégios'
Para a coordenadora de Política de Diversidade Religiosa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Marga Stroher, por não mencionar a laicidade do Estado, a proposta pode ameaçar a democracia e a liberdade religiosa no país.
Marga Stroher lembrou que o Brasil possui cerca de 15 milhões de cidadãos que se dizem ateus ou agnósticos, que em sua opinião acabam pagando pelos "privilégios" recebidos por entidades religiosas. Segundo ela, entidades recebem isenções, apesar de possuírem um “império midiático lucrativo”.
Ainda, em sua opinião, a educação religiosa deveria ser retirada da Constituição e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/1996), pois é ministrada de forma confessional e a sua inclusão no currículo escolar é “interesseiro e direcionado à matriz católica”. Também a assistência espiritual em hospitais e presídios, segundo ela, não deve ser feita de forma massiva, mas quando é solicitada pela pessoa.
- Não é a religião que garante ética, bom caráter, uma formação adequada para o sujeito. O que vem em princípio é a nossa humanidade, isso que nos garante como seres éticos e comprometidos com a sociedade, com os semelhantes, com o próximo, e não como se um credo tornasse, automaticamente as pessoas melhores – afirmou.
Dificuldades
Na opinião da representante da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU), Cacilene Aparecida Nobre, a proposta poderá criar dificuldades entre as religiões em vez de respeito mútuo. Para ela, o projeto de lei pode ter sido apresentado para favorecer interesses pessoais, uma vez que a intervenção estatal nas crenças não vai contribuir para a valorização da vida e o respeito ao próximo.
A proposta não atende aos adeptos do candomblé, declarou o representante da religião de matriz africana, Francisco Aires Afonso Filho, uma vez que hão há uma hierarquia na estrutura dos centros e casas onde se realizam os rituais. Ele também observou que a previsão constitucional já garante a liberdade de crença e práticas religiosas, sem a necessidade de haver uma organização institucionalizada da crença.
Para o juiz Roberto Arriada Lorea, a Constituição já garante inviolabilidade de consciência e de crença. Ele acrescentou que o Estado não pode impor uma confissão religiosa às pessoas.
Votação
Em abril, o senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) cobrou a votação do PLC 160/2009, chegando a apresentar um pedido de tramitação em regime de urgência para a matéria. Suplicy pediu mais tempo para realizar uma nova audiência pública - a desta quinta-feira - e os líderes disseram que tentariam colocar a proposta em votação no prazo de 30 dias.