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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Recados da srª Libertadores


 por Rafael Alvarenga


Poucos campeonatos de futebol no mundo são tão perigosos quanto a Libertadores da América. Em igual intensidade, poucos também são tão sinceros.

É a Libertadores quem tem a coragem de apontar as fraquezas dos gigantes. Ela também é capaz de encorajar muitos “Golias”. Em todo caso, franca como ela só, não se apoquenta de ter se rendido vezes e mais vezes aos grandes senhores do futebol sul americano.

Esse ano ela já disse verdades para o Boca Juniors, que na Bombonera perdeu para o Toluca. E ao Palmeiras, que a tanto atravessa o vale da sombra e da morte, ela acendeu uma vela a partir da vitória sobre o Sporting Cristal.

Ao Fluminense foi endereçada a última mensagem. Que talvez, por ter chegado tão logo, tenha vindo em boa hora. Ano passado, quando o tricolor carioca perdeu uma partida na mesma competição, não havia mais tempo de corrigir nada. Entretanto havia tempo para ser campeão brasileiro. Foi que aconteceu.

Num campeonato como a Libertadores, a 1ª fase é a hora dos problemas aparecerem. De modo que ainda haja tempo de saná-los. O fluminense tem pontos fracos. No entanto, o principal deles é o fato do time ter uma chave geral qual, às vezes, desliga. Quem o faz, nós não sabemos. Mas o que ela faz isso é nítido: Paralisa o time inteiro. Como ocorreu ontem quando perdeu, em casa, para o Grêmio por 0 X 3.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Crônica Esportiva com Rafael Alvarenga


Sobre o técnico Cristóvão Borges

Quando Cristóvão Borges assumiu o cargo de técnico da equipe do Vasco em agosto de 2011 a desconfiança pairou. Ricardo Gomes, vítima de um AVC durante um jogo contra o Flamengo, deixava um time em construção. Ficava a equipe nas mãos do auxiliar. Homem de poucas palavras. Dono de imagem recatada. Avesso a polêmicas e falações vaidosas. Talvez tenham sido essas características que trouxeram tantas dúvidas quanto ao trabalho do, na época, novo técnico.
Mas torcedor só entende de história do tempo presente. Cristóvão trabalhou no Guarani, Curitiba e Juventude. Além da passagem em 1999 pela seleção pré-olímpica, onde foi auxiliar técnico de Ricardo Gomes. Cristóvão não era um mero office-boy de Ricardo Gomes. Entendia o trabalho e por isso o construía junto ao comandante principal. A prova disso foi seu retrospecto positivo no Vasco. Em 78 jogos são 48 vitórias e apenas 19 derrotas e 18 empates. Trazendo para a Colina o título da Copa do Brasil de 2011 e o vice-campeonato brasileiro do mesmo ano. Com Cristóvão a equipe cruzmaltina esteve entre os 4 primeiros colocados nos campeonatos nacionais de 2011 e 2012 por 48 rodadas consecutivas. E mesmo sendo chamado de burro por parte da torcida jamais pediu flashs e capas de jornais a fim de expor sua competência.
Hoje, depois da equipe do Vasco ser depenada com a venda de jogadores e massacrada por uma série de resultados negativos, Cristóvão Borges deixa o comando do time. Sai pela porta da frente. E sem dizer palavra alguma, deixa claro que é um dos melhores treinadores da nova geração brasileira. Porque técnico quanto menos aparece, mais tem espaço para fazer.

Rafael Alvarenga
Resende, 12 de setembro de 2012