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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

[Macaé] SIT: greve dos funcionários vai muito além de reinvindicação de reajuste salarial

Para uma cidade que depende exclusivamente de um modelo de transporte público, o caos na vida dos usuários do serviço foi grande nesta segunda e terça-feira. A greve dos funcionários da empresa SIT foi tema de grande discussão na sessão da Câmara e gerou a aprovação de um requerimento para realização de uma audiência pública para tratar do transporte público e a greve, que deverá acontecer nesta sexta-feira, às 18 horas.

A greve dos funcionários vai além das reinvindicações de reajuste salarial e melhorias para os trabalhadores. A paralização vem protestar, inclusive, a má qualidade do serviço, condições de trabalho e a dupla função motorista/cobrador.

O vereador Marcel Silvano, que enviou um ofício ao Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Cargas e Passageiros de Macaé, solicitando informações sobre as negociações, declarou seu apoio à mobilização desses trabalhadores e lembrou que o assunto já vem sendo pauta de cobrança em plenário desde 2013, inclusive com pedido de CPI’s para abrir a “caixa preta” da empresa, em busca de respostas que precisam ser dadas a população, já que o serviço é subsidiado com dinheiro público.

A prorrogação do contrato com a SIT foi uma das críticas levantadas pelo parlamentar. De acordo com ele, a Câmara precisa ter uma atuação firme e independente para tratar do assunto e cobrar do governo uma postura que atenda os anseios da população.

“A Câmara precisa assumir o papel protagonista de interligar os poderes, para fazer o debate do transporte como política pública estratégica. Não podemos mais tratar o transporte público apenas como um serviço concessionado. É uma política pública estratégica para o direito básico do cidadão. E nós precisamos entender que para isso, como todas as outras políticas públicas, é preciso transparência, participação popular, abrir as contas para saber quanto e como é a política de subsídio”, disse Marcel.  

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Macaé: Demissão de cobradores é debatida na Câmara






Após o prefeito vetar projeto que proíbe dupla função motorista/cobradores, denúncia alerta sobre massa de demissões na SIT

Câmara de Vereadores de Macaé 
Baseado em denúncias, o vereador Marcel Silvano fez um alerta na Câmara Municipal de Macaé, na sessão desta terça-feira, 11, sobre a possível massa de demissão de funcionários da empresa que detém a concessão do serviço de transporte público da cidade, a SIT.

O alerta vem logo após o veto do prefeito Dr. Aluízio sobre o Projeto de Lei que proíbe a dupla função motorista/cobrador, que já diminui em grande escala, o número de trabalhadores na empresa e, ao mesmo tempo em que prejudica e põe em risco a vida dos usuários do transporte.

Esta é uma pauta levantada pelo vereador Marcel desde 2013 e defendida em debates pelos próprios vereadores que compõe a bancada governista, mas que foram coniventes com a decisão do governo e aprovaram o veto ao projeto de lei.


Marcel Silvano é vereador reeleito 
Segundo denúncias ao parlamentar, a justificativa da empresa é crise econômica. “Estamos buscando a confirmação disso. Dizem que é uma lista de três folhas com nomes de funcionários, em especial cobradores, que serão demitidos, com uma falsa argumentação de crise econômica. Queremos reforçar que a empresa de transporte é uma das que, no momento de oscilações da economia, mantém uma margem de lucro linear, como nenhum outro setor. Muito disso é por garantia do subsídio que recebe, por mais que haja atraso, o pagamento é feito”, disse Marcel.

Por tratar-se de uma concessão pública, na opinião do vereador, o governo não pode permitir que a empresa tome essa decisão. “A empresa que explora o serviço de transporte detém uma concessão pública e não é dona do serviço. Num momento de crise que atinge nossa região, não é possível permitir que o governo seja omisso perante essa possibilidade de mais demissões. O que precisa mudar é a atual relação de subserviência que acontece historicamente com uma empresa que se torna cada vez mais poderosa”, criticou Marcel.