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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

[ Música] Um Sample de Cada Dia por Dudu Fox



Dudu Foxx é de Cabo Frio/RJ, periferia (Manoel Correa). Curioso, mexe no Fruit Loops desde dos 14 anos. Hoje com 24, desafia o público a apurar os ouvidos com suas reinterpretações da música brasileira em forma de batidas.

 Dudu Foxx faz parte do grupo de rap Junção Exata, além de fornecer beats para nomes como Mabu TramaVersos, flavio XL, Skel Vozes, Fabio Emecê, Flor de Pernambuco, dentre outros. Com um faro apurado para recortes, ele sempre chama a música brasileira pra si e tenta transformar em algo que respeita o passado, entende o presente e ativa o futuro. 

O Futuro para Dudu Foxx é ver a periferia no poder, simbólico, estético e por que não financeiro? E se apropriar dos ritmos, texturas e signos feitos pelos nossos ou de influência dos nossos é fundamental no processo. Todas as batidas da tape são recortes de artistas nacionais como Caetano Veloso, Milton Nascimento, Maria Betânea e Tim Maia. Só chegar, ouvir e apreciar. Um Sample de Cada Dia é a nossa vida correndo e correndo...








Escute o som clicando no link

sexta-feira, 8 de março de 2013

Cotado pra cota




por Fabio Batista (Emecê)

Estamos em um momento chave para entender quais espaços devem permanecer como estão e quais devem se modificar para que as coisas assumam outra perspectiva. Aí entra a noção de que nossa perspectiva está por demais viciada e cheia de equívocos e se não tivermos pelo menos a capacidade de admitir isso, danou-se tudo.

Entramos no campo da convivência e tomada de espaços, com a necessidade preemente de grupos historicamente alijados terem os direitos assegurados por um Estado reconhecidamente omisso, tanto institucionalmente quanto politicamente. Ah, todos são iguais perante a lei! Sim, sim, somos!

Assim como existe um princípio de equidade que precisa ser entendido e a partir disso, os movimentos acontecerem para que esse princípio de estabeleça. Explicitando: A equidade é garantir a todos os cidadãos, sem exceção, acesso aos bens, serviços e direitos oferecidos pelo Estado sem travas ou impedimentos. E para que isso isso aconteça, existem vários mecanismos e um dos líderes de audiência são as cotas.

A atenção demasia as cotas foram a partir do momento que se entendia que um dos grupos historicamente alijados, os negros, precisariam ser incluídos no príncipio de equidade. Até porque cotas no Estado Brasileiro existe desde sempre: Seja na política de imigrantes para substituição de mão de obra, lá no século XIX, até a cota para deficientes físicos e mulheres.

Penso nas argumentações contrárias, como por exemplo, melhorar o nível da educação básica no Brasil e até um possível desnível da universidade pública com o adentrar desse pessoal e sempre caio na lógica da oportunidade e espaço garantido pra desenvolvimento da potencialidade.
E ao mesmo tempo, penso na questão de se ter quase 70 universidades públicas com o sistema mais variado possível de acessibilidade vias contas e penso que argumentar em prol das cotas acaba sendo perda de tempo.

Vamos para as cotas da UERJ: os cotistas além de comprovar serem negros, tem que ter renda até dois salários mínimos e ter estudado a vida toda em escola pública. E isso não garante a vaga, o candidato fará o vestibular, terá que chegar a nota de corte geral para qualquer estudante e além disso, ocupará uma vaga reservada em um curso x.

Em um curso de medicina de 50 vagas, 10 serão destinadas a cotistas. 40 não cotistas e 10 cotistas.

Antes, talvez de 50 alunos, teríamos um aluno negro, agora podemos garantir até até 10. E partindo do princípio de que academia é um espaço de produção de pensamento do Estado Brasileiro, essa convivência se torna necessária para a criar perspectivas diferentes daquelas que estamos acostumados.

E a questão não é mudar o pensamento acadêmico por si só. Temos que pensar que lógica de diversidade e mestiçagem que o Estado Brasileiro tanto gosta de exaltar e na hora dos espaços serem ocupados, a lógica da diversidade não tem tanto valor assim como pensamos.

Penso como professor de escola pública e quando pergunto pros meus alunos, quantos professores negros eles tiveram e eles me apontam como o primeiro e se eles pararam pra pensar sobre isso e ter uma resposta negativa: espera aí,  alguma coisa precisa ser feita.

Aí a gente escolhe: naturaliza a exclusão ou internaliza ou propaga a inclusão de fato.

Cota é apenas um caminho!








Fábio Batista (Emecê) é rapper, professor e superintendente de promoção da igualdade racial do município de Cabo Frio.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Intervenção Poética do Selo Faixa de Gazah no Dia 20 de Novembro



Intervenção Poética do Selo Faixa de Gazah no Dia 20 de Novembro, ás 19 horas,  em reverência a Zumbi dos Palmares, com artistas da Faixa e convidados.

Apresentações de:

Clovis BateBola
Fábio Emecê
Gabi Pérola
Invadindo o Recinto
Mano Gláucio


+ Microfone Aberto



Praça da Cidadania - Cabo Frio, em frentre ao Teatro Municipal